sábado, 30 de agosto de 2008

Tarde em Itapuã....



Esta, dedico-a ao meu pai.

domingo, 24 de agosto de 2008

Acreditar...

Pintas numa guitarra
uma história qualquer.
Sem jeito, nem desejo de querer.
Falas de um final que tinha sido feliz.
Na verdade, não se mataram por um triz.

Diziam que no Amor estava a eterna felicidade.
Ao virar dum momento, eterna, só a fatalidade que os esperava.

De músicas e poemas, de canções e poetas,
De escritores sem corações,
de corações sem nós, nem cordões para os amarrar
As histórias correm sempre iguais.

Iguais a si mesmas,
sem nada.

Mas já dizia o outro,
sem ser poeta nem cantor,
Escritor ou pensador, dizia,
Que do nada, tudo se transforma, nada se perde...por muito tempo.

"Carry You Home"

sábado, 16 de agosto de 2008

Enganos...

Desafios tornados verdade,
Verdades mentidas,
Mantidas, com juras de verdade eternas.
Mendigas palavras,
Sortes trocadas,
Verdades vendidas.

Enganos mantidos,
na verdade da mentira.

Amor de Verão...

Dizem lá do alto da montanha,
Que um amor como o nosso,
Só existe uma vez.

Queria acreditar que sim.
Queria saber que era assim.
Mas de tudo o que falaram,
nada foi como diziam.
Tu, já nem para mim olhavas.
E eu, já nem em ti reparava.

Dos beijos trocados,
das palavras trocadas em desejos.
Das mãos entrelaçadas,
Às mentiras contadas,
A enganos, de olhos bem abertos.

Havia sintonia,
Houve momentos de alegria,
Durante algum tempo,
Durante alguns dias.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Lembras-te...?

Lembras-te do dia em que nos vimos?
Da primeira vez em que nos cruzámos?
De no teu olhar, encontrar uma resposta sem perguntar o que fosse.
Lembraste das conversas misturadas com risos trocados,
De horas sem fim,
De mensagens,
telefonemas,
De dúvidas marcadas,
De amores esvaidos, em dor e saudade.

Tu sabes e conheces-me.
Eu conheço-te como ninguém te conhece.
Não preciso de te ter, eu sei...
O que sentes,
Antes de saberes que sei,
O que sei que tu sabes que sei.
Tudo. O que é teu,
o teu mais infimo segredo, é meu.
Pertence-me,
guardado nas profundezas do coração.
Nos labirintos da memória,
escondidos no meio do tudo,
Fingindo serem nada.

Tu sabes bem quem sou,
sabes bem o que sou.
Eu sei o que és,
Sei bem quem és.

Para ti, Rita.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Refúgio...

Se o meu último refúgio foi no teu peito,
Nos teus beijos, no calor das tuas palavras,
No carinho e no amor que por mim nutrias
De palavras ardentes
No nú corpo quente, jaziam.

Cinzas, cinzas de paixão,
Cinzas de ilusão,
Cinzas de amor
Cinzas de rancor
De dor…
De saber que és mulher, e mais do que isso,
De seres,
Muito mais do que isso.

Nesse teu corpo delgado,
Nascido do berço da Lua,
Filha, dum sorriso do Sol
Olhas com indeferença
Quem por ti passa e te admira.

Cada poro do teu corpo, transformado em desejo
Veneno. Doce bebereijo.
Oh doce glória,
Oh amor sem história.
Fui rei, fui mendigo, pedinte sem hora
Do amor que jaz agora.

Vem, traz-me amor sem glória.
Profana vontade
Morre,
Moribunda no coração destroçado.
Vive,
Em memórias da juventude.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

(Que nome lhe dou?)

Quebro na música do corpo
Sons que o silêncio não traz
Músicas que não sei ouvir
Derramo lágrimas que não sei bem porquê
Nem sei bem porque as choro.
Disse muitas vezes que esta noite seria a última.
Amanhã, talvez…

Trago-te nas músicas
Num talvez
Num amanhã que foi hoje
Num hoje que foi ontem
Lembranças de beijos falados
De conversas em letras de Amor
De perfumes em artigos usados.

Deixo-me ir no balanço da música
Que a Morte na porta por mim espera.
O Amor nem sempre espreita,
Deixa um aviso.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

...Ti

Oiço os conselhos da noite,
Falamos de ti.
Paro para pensar em ti.
Deixo-me ir para outras paragens.
Recordo-me do que já passei.
Sinto que sim,
Digo que não.
Não quero mais falar de ti.
Quero partir para longe
Ter mil recordações sem ti,
E nenhuma sem valor
Das que tenho de ti.
Deixa-me partir
para longe de ti.

No princípio...

Sabes que sim,
sabes que quando falo,
Oiço o que as palavras me dizem.
Escuto aquilo que me ensinam.
Aprendo a saber o que me têm para dizer.
Os sons que tenho a imitar,
As palavras que os lábios saberão dedilhar.
Juntando sons, poemas, e palavras
Para saber aprender a cantar.

domingo, 22 de junho de 2008

No teu peito...


foto: Bepa

Do teu peito, encontro alimento
No teu peito, encontro fantasias
Encontro firmeza e homogenia
Cor, textura, noites de magia.

Do teu nome, não me lembro…
Tenho uma ideia da cor dos teus cabelos,
A cor da tua pele, o sabor do perfume do teu corpo.
Sei ainda, fechando os olhos, os contornos da tua boca.

Mas do teu nome não me lembro.
Lembro-me do que me dizias,
das promessas que me fazias.
Como à noite me enganavas,
Como o Sol engana a Lua.

Mas do teu nome, não me lembro...
Lembro-me,
Da noite em que fiz do teu peito, um poema.
Lembro-me,
Da tua mão na minha…
Da minha na tua...

Mas do teu nome não me lembro...
Do teu nome, não me lembro...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Rasga-me...



Rasga-me,
Vem, ilude-me com os teus beijos,
Faz-me sonhar que só tu me podes amar
Como eu te amo a ti.
Faz amor, faz sexo,
faz do teu, do meu, o nosso corpo.
Tira-me o pedaço de vergonha,
Morde-me sem teres medo de me perder, estou aqui, porque sou teu.
Rasga-me nas loucuras do teu prazer,
Nas loucuras que não fizeste e pensaste que nunca farias,
mas fizeste.
Arde por dentro,
Ri por fora.
Faz um sorriso maroto,
engana-me, ilude-me,
trás-me a vontade de te ter, toda.
Deixa-me água na boca, quando te vir ao fundo da rua,
ao fundo de um bar, ou da porta da tua casa.
Faz-me sonhar por uns instantes que tu és minha,
E que eu, sou ingénuamente, eternamente, teu,
nem que seja por alguns arfos de prazer...
Nesse dia, foste minha.
Eu, fui só mais um que por ti passaria.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Terra moribunda...

De sapatos rasgados,
Cabelos desalinhados,
O andar descontraído,
Olhos postos no céu,
À procura de alguma coisa já perdida.

Mãos longas e finas.
Gastas do mesmo trabalho.
Não se cansam, nunca do que fazem.
Foi o tempo que as treinou,
Foi a experiência que as mimou.

O sol, o frio, e o calor abrasador,
Moldam as mãos alentejanas.

É pão, vinho, e chouriço,
Alimento dos velhos meninos,
Da cevada e do trigo.
Homens dos tempos antigos.

Por entre terras e planícies,
A terra moribunda,
Pergunta
Se o velho do Restelo,
Ainda lá continua...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Vibrações...

Vibra, vibra quando te toco
Vibra quando te chamar,
Vibra quando te digo...

Vibra o corpo, a pele, e a boca.
Vibra,
Quando sentires os meus braços nos teus.
Vibra,
Quando sentires a minha pele beijar a tua.
Vibra,
Quando a minha boca tocar na tua.

Vibra, quando estiveres a pensar em mim.
Vibra, enquanto te estiver a escutar.
Vibra, quando te chatear.
Vibra, quando te irritar,
Vibra, quando te aborrecer.

Vibra,
enquanto sentires.
Sente,
enquanto vibrares...
Vive,
enquanto souberes amar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sou...

...o ar que trilha os teus caminhos,
Os pés que guiam o teu coração.
Sou a esperança sem ter medo,
Do medo que tens em caminhar.
A viagem que ainda não percorreste,
O fim do caminho que não alcançaste
Sou quem tu sonharás, mas nunca me verás.

Sou brisa que toca no peito,
A palavra que te ilumina,
A mão que te afaga o cabelo,
O beijo que te abraça o corpo.

sábado, 31 de maio de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Cheiros...

...de Verão, Inverno, Outono e Primavera.
Cheiros intensos e coloridos,
Outros, mais frios e desenchabidos.
Uns mais atrevidos, dias sim, dias não,
Vem chuva.
Árvores sem pele, nem fruta.
Ruas, cobertas em lençóis de folhas moribundas.
Dias solarengos, tardes norteadas, noites desertas.

Cheiros de Verão, Outono, Inverno e Primavera.
Cheiros assim, nada iguais.
Estranhos, outros tais
Em ternos abraços volvidos,
Uns dias sim, uns dias não...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Desafio aceite...

O desafio foi feito pela minha querida e grande, grande amiga Susaninha, e como prometi, aceitei o desafio, e desafiei-me a mim próprio, a gastar algum do meu tempo, e alguma massa cinzenta, da pouca que me resta, para responder ao questionário proposto. (Minha querida Susana, é com prazer que respondo e não, não é perda de tempo. Estava só a brincar.) Vamos lá então...

Porque é que tens um blog?

Olha, tenho um blog porque era uma necessidade que tinha em divulgar os meus pensamentos, uma forma de mostrar um outro "Miguel" desconhecido pela maior parte das pessoas e manter assim uma quase "dupla identidade". Tive outros blogs, mas entretanto ou fecharam porque a necessidade de escrever algo mais pessoal, como este, era o que mais me interessava, e era essa a razão porque as pessoas iam ler os blogs, e queria descolar também a imagem de uma pessoa demasiado séria, e mostrar a imagem daquilo que sou na realidade. Alguém com sentimentos, que ri, que chora, que tem as suas fraquezas, os seus momentos de felicidade, que tem desgostos amorosos, mas que tem sempre, felizmente sempre, pessoas com quem partilhar todos estes momentos através da poesia.

Porque segues o blog que te lançou o desafio?

Sigo, por duas simples razões:
A 1ª porque é de uma pessoa, de uma mulher, por quem nutro uma grande amizade, e um carinho muito grande.
E depois, porque o blog tem sempre coisas tão bem escritas, tão bem estruturadas, tão bem pensadas, que é irresistivel, negar o quer que seja. (Nem tudo, mas vá...)

A sério, sigo por duas palavras que definem o blog e a pessoa ao mesmo tempo:
Honestidade de sentimentos e transpira de Intelectualidade Introspectiva. (Isto existe? Se não existir...passa a existir!)

Passar este desafio a outros bloguistas...

Desafio, todos os que ficam cá pelo menos 2 a 3 segundos, e aqueles que ficam a olhar para as mamocas das senhoras que ponho no blog(são fotografias artisticas, oh seu bando de depravados!), e a todos aqueles que vêm espreitar o que cá se vai escrevendo, umas vezes melhor, outras vezes, assim-assim.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fugir...

Quero fugir de ti,
nos meus pensamentos,
Libertar-me das tuas amarras.
Aprisionado a um amor
que não é meu,
Que nunca foi meu.

Fui, sempre teu.
Tu, nunca foste minha.
Foste sempre de outro alguém,
que não eu.

Fujo de ti,
de mim.
De tudo o que me lembra de ti.
Desde a tua boca,
Aos teus beijos,
Da tua respiração,
Aos centímetros do teu corpo,
na memória dos meus olhos.

Quero fugir do sonho,
Acordar na realidade.
Fugir de ti,
Sair de ti,
Abrir os olhos,
E saber um dia,
Acordar em mim.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vidas...


foto: Pascal Renoux

Abre-se uma porta
Num caminho sem fim,
Uma janela aberta,
Abraçada a um raio de sol.

Fecha-se a boca,
Os olhos e o coração.
Fecham-se os pensamentos.
Abre-se a mão, a tudo, de tudo
Por uma nova página.

Abre-se novamente uma porta,
Uma nova história,
uma nova página.

Pensamentos,
e o coração.

Abre-se um novo caminho,
Para uma nova janela
E abraçar,
um raio de sol.

domingo, 11 de maio de 2008

Amanhã...

Não tenho vontade
nem tempo
Nem paciência

Não tenho nada para escrever
De momento
Aqui.

As Horas, passam a dias
Os dias, passam a semanas,
As semanas, em dúvidas retóricas.

Tudo vai continuar igual a si mesmo.
O sol brilhando, a lua espreitando...

Os dias iguais a si mesmos.

Amanhã,
é mais um dia.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Beija-me...

Beija-me com esses labios teus,
Beija-me mais uma vez.
Beija-me com os teus lábios feitos de ardor e mel.
Beija-me com esses lábios que acende o meu coração,
que apaga os meus medos,
Que me traz o conforto da segurança que me dás.

sábado, 19 de abril de 2008

Lábios de mel...

Lábios de mel, lábios de fel.
É seda, o teu mel,
a tua boca, o meu refúgio.
Os teus lábios
A tua boca junto à minha, é seda e mel.
Dos teus lábios,
Quero o calor do teu corpo, o perfume da tua pele.
Da tua boca, a tua seda, o teu corpo, o teu mel.
Quero-os a todos, de uma só vez.
A ti, num só momento.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Noite...


foto: Marco Magalhães

Dizes-me na noite, o quanto de frio és,
o quanto de escuro, és.
O quanto de sombrio tens,
o quanto de ti, é noite
O quanto de mim, é dia.

Dizes à noite o quanto é noite,
o quanto de dia sou na tua noite
O quanto da tua noite sou o teu dia.

Dizes-me, segredas-me ao canto do canto do ouvido
os teus segredos, os teus medos, as tuas incertezas.
Dizes, sem medo de dizer,
Mas dizes, com medo, do medo que tens, de ti mesma.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ao jantar...

...tem-se as melhores conversas.
Os amigos reaproximam-se, as amizades reforçam-se.
Em cada sorriso, uma palavra de apreço.
Lembram-se velhas histórias
pelo tempo já esquecidas.

Velhas caras, novas caras.
Velhas vidas, novas vidas.
Novas histórias, novos caminhos.

Ao jantar, jantam-se...Amizades.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Um poema...

Uma rosa, um cheiro,
Um beijo, uma ternura.
Um olhar, uma frase.
Duas mãos que se cruzam,
Um rosto que se aproxima
Uma boca, duas palavras.
"Amo-te".

Este, é dedicado à Mariana, que sem saber, bastaram 2 segundos para encontrar neste poema, O poema para o namorado.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Na Taberna...


foto: João Espinho

Pouso o cigarro, bebo o copo de vinho, cheio, de um só gole. “Aaaaaaah!!” Abro bem os olhos, para mais um dia de labor, mais um dia de exaustão. Acendo mais um cigarro, um dos poucos que ainda resta no bolso da camisa. “Rico SG ventil”, digo eu. Ao fundo oiço mais um relato da boca do rádio na taberna. O benfica perdeu. “Já não é como antigamente”. Penso na vida, no dinheiro que não me chega, na mulher que não se pode levantar, nem fazer as forças que fazia quando era moça. Hoje, já não tem as forças que tinha. As varizes, são montanhas, que antes foram planicies. Belas aquelas pernas, foram com elas que casei, já fazem…fizeram 51 ou 2 primaveras, a idade já não perdoa a memória. O Chico da Taberna, diz que o Porto infelizmente foi melhor, o Zé da Maria Amália, vizinho das redondezas, diz que o Sporting foi roubado. Nem ligo ao que dizem, o que mais me importa é se ganham ou se perdem. Eu quero é saber como é que vou ganhar dinheiro para comer, hoje e depois de amanhã. Passo pelas gordas, nos jornais diários, que estão na bancada da taberna e vou pró trabalho, que o sol já acordou, e o País…ainda dorme.
in: Praça da República em Beja

foto: João Espinho

Os rostos cansados, dos velhos, que já foram jovens, lembram-se lá ao longe dos sonhos que tiveram e não realizaram nem metade deles. Rostos cansados, dos dias solarengos, das noites ao relento, do vinho que beberam, das noites de folia, dos bailaricos, e de namorarem à janela das suas cachopas. Rostos cansados de tantos anos a fazer o mesmo, sempre o mesmo.
Levantar, passear pelos campos os animais, entreterem-se com as brincadeiras dos cães que ainda guardam as poucas ovelhas que ainda têm, que o tempo hoje não é para pastores, é para os computadores. Já nada é como antigamente. Deitam-se, os ossos já rangem, os comprimidos, se é que têm dinheiro para os ter, tomam, para descansarem. Rostos cansados, mas cheios de sabedoria e experiência da(e) vida. Isso ninguém lhes tira. Rostos cansados, mas cheios de histórias para contar, de coisas que eu já não sei o que são, de coisas que nunca ouvi falar, de coisas que só estão na minha imaginação, porque nunca as vivi. Rostos cansados que nos lembram que temos um passado, de vivermos o presente, para depois, contarmos ao futuro, como eles a nós, o passado. De rostos cansados…

in: Praça da República em Beja

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Vamos...?


in: www.diariodelviajero.com

...todos para as Maldivas.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Dizem Que...

Os teus olhos,
São amantes
De sensações.
Que procuro nos teus lábios,
Em beijos,
Cheiros do teu corpo,
Perfumes da tua pele.
Que
No suor me entrego
às tuas lágrimas,
Amor.
Que
No calor dos corpos,
Sinto o desejo de te ter.
Mais uma vez.

Encontramo-nos esta noite?

quinta-feira, 27 de março de 2008

"Feeling Good..."

As miúdas da minha vida...

Durante estes dias que passaram e nada escrevi de significante ou de relevo importante para o blogue ou qualquer inspiração para um poema, quero falar sobre vocês.
Das miúdas da minha vida. Rita, és incrível, sei sempre tudo de ti, sem falar muito contigo, conheço-te tão bem...tás cá dentro amiga.
Susana, miúda...tu sabes sempre o que dizer, mesmo que não saibas o que fazer, quando se trata de ti, sabes o que dizer. Admiro-te imenso. És um grande ser humano, uma grande mulher. Grande escritora. (Pensa bem!!)
Mónica, madrinha. Grande mulher, de ti nem preciso falar muito. Conheces-me tão bem, que nem preciso falar. Tás cá dentro, num cantinho bem especial no coração. Aprendi muito contigo. Obrigado por tudo!
Ana, esse sorriso que trazes sempre, tivemos bons momentos. Tal como previ, o teu futuro, vai ser grande, já é!
Patricia, miúda, és um espectáculo! Babe,só tu...tás cá dentro. És uma das tais pessoas que admiro, imenso.
Marisa. Marisa, és o meu presente e futuro. Não preciso de dizer muita coisa, tu sabes o que sinto sem dizer nada. (As melhoras, coraxao)
Vocês, são e sempre serão, "As miúdas da minha vida".

terça-feira, 25 de março de 2008

ADIAFA – Apresentação do CD: "Nã há Vagar"



Dia 29/03/2008 | 21.30 | M 6 | 5€
"O concerto terá a participação de todos os músicos que colaboraram na gravação do cd,entre os quais se destacam José Salgueiro (percussões), João Frade (acordeão), José Conde (clarinete), Ricardo Cruz (contrabaixo), Paulo Parreira (guitarra portuguesa), Luís Pontes (viola), Carlos Meneses (contrabaixo) e muitos mais…
O grupo Adiafa muito se orgulhará se a cidade aderir significativamente a este evento musical que terá muitos pontos de interesse: as novas sonoridades do grupo, algumas abordagens a outras vertentes musicais (blues, fado, bolero) e textos actuais de índole socio-erotico-satírica
…"

in: www.paxjulia.org

quinta-feira, 20 de março de 2008

Um sinal...

Um dedo apontando para o quê?
Um dedo apontando para os lábios pedindo uma outra face para ser beijada?
Um dedo apontando para a face a quer ser beijada?
Um dedo apontando uma dúvida que ficou no ar, esquecida?
Ou um dedo apontando uns lábios que querem ser beijados,
que têm de ser beijados.
Um dedo apontando para ti,
apontando se é a ti que te quero.
Sim, é a ti que te quero.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Sonhas...

Sonhas por esses caminhos, perdidos, fingidos.
Escutando, por vezes, outros escondidos.
Homem sombra, que tens tu…
Oh figurino.
Oh sonho perdido,
encontra-me sozinho, escondido.
Oh…menino achado, perdido, escondido,
num sonho fingido.

Sonho…
És tu,
Mal, ou bem.
Sonho, fingido, agarrado a um perdido.
A
uma alma fingida, perdida
Sozinha.
Amarrada a um desejo, de um amor
Escondido.

Sonhas por caminhos perdidos, fingidos,
Amarrado a sonhos sentidos
Navegando por sonhos antigos,
Por sonhos já navegados.
Ao longe
sonhas um sonho verdadeiro.
Um sonho esperançando
Num amanhã que ainda virá.

"Porque amamos quem amamos?..."

quinta-feira, 13 de março de 2008

Amor sem fim...

Beija forte, fortemente
Amor,
abraça-me sem ter fim.
Beija-me, sem pensar,
que há outro dia amanhã.
Um beijo, um olhar, um carinho, sem parar.
Olho para ti, de soslaio,
olho-te desejando-te.
Quero-te num leito que só nós queremos, só nós sabemos...
Amor ardente, fértil de amor,
Carnal, pecado viril.
Amor, beija-me sem pensar,
Beija-me sem parar.
Quero-te, desejo animal, carnal imundo. Um amor sem igual.
Um amor, teu, sem final.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Paraíso...



Na cara,
o sorriso parvo de quem experimentou
o paraíso.
Sabe que nada, é o que é.
Que nada é certo,
Tudo
é inconstante.
Tudo
é incerto.
Nada somos.
E do nada, somos Tudo.
Quero essa cara.
Quero,
esse paraíso.

Quero-te a ti.

sexta-feira, 7 de março de 2008

"Gravity"...



...Faz-me voar e sonhar. Experimentem agora vocês. Fechem os olhos,deixem-se transportar para outro lugar...

terça-feira, 4 de março de 2008

"The Muse"

O que é importante?

O que é importante a uma mulher?

"O sorriso no olhar,
e a felicidade no sabor de um beijo".
Será?
Ou é algo mais do que isso?
Um beijo, é só um beijo.
Um desejo,
apenas alcansável.

Um sonho, apenas um sonho?

segunda-feira, 3 de março de 2008

domingo, 2 de março de 2008

Droga...

Droga maldita,
Roubas, matas, mentes.
Ilusionista das grandes noites,
De mocas sem fim, de rassacas sem perdão.
Pedes sem cessar, so mais um momento no paraíso,
desejas lá voltar,
vezes sem retorno.
Queres mais?
Queres perder a noção sem culpas, nem receios?
Faz-te ao mar, marinheiro de água doce,
Embarca neste doce balanço.
Dá-me só mais um.
Dá-me tudo o que tiveres, porque eu, já nada tenho.
Só vivo para ti...
Droga!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Recordei-me...

Antes de me deitar, olhei para um livro que me ofereceram. Que me trouxe recordações, e nele estava um poema que vos quero transcrever na íntegra.
Pois cada palavra é uma verdade.
Cada verso, é um sentimento.
Cada quadra, um sintoma.

A verdadeira mão que o poeta estende
não tem dedos:
é um gesto que se perde
no próprio acto de dar-se

O poeta desaparece
na verdade da sua ausência
dissolve-se no biombo da escrita

O poema é
a única
a verdadeira mão que o poeta estende

E quando o poema é bom
não te aperta a mão:
aperta-te a garganta


De: Paul Celan, in: "O Pavão Negro" de Ana Hatherly

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Só de pensar...

Só de pensar, que não estou perto de ti
Faz me quer estar mais longe daqui.
Não quero pensar, também não quero fugir,
Dum sentimento que não quero sair. Dum sentimento que não sabe ser feliz.
Só queria estar só. Não saber o que é dor. Dor d'amor.
Dor, sem amor.
Quão melhor é saber que amor, não é dor.
Que amor, é Amor.
Que Dor, é apenas dor.

Só de pensar...quero voltar atrás.
Correr riscos que o mundo já trás.
E contigo viver, riscos para sobreviver.
Não quero pensar, não quero fugir.
Quero apenas, contigo sonhar a dormir.
Quero viver, Quero saber
Correr riscos contigo fazer.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Nomeado!!

Os blogs Palavras Que Ficam e A Cor do Meu Veneno nomearam o
Blocos&Canetas com o prémio:

que muito me honra, e que humildemente o aceito. É uma nomeação um pouco inesperada, porque o objectivo deste blog, foi sempre de expôr poemas e pensamentos por mim escritos e nada mais do que essa misera ambição. No entanto, Obrigado.
E porque a hora de "galhardetes" já se faz esperar, os nomeados são:

Aliciante, de Madalena Palma - Um blog de referência para todas as mulheres e homens também. Uma inspiração.

Praça da República em Beja, de João Espinho - Um blog que tem ideias fixas, diferentes e alguma luz, nesta cidade, cada vez mais cinzentona.

Palavras Que Ficam, de Susaninha - Um blog com as palavras certas, nos momentos mais oportunos.

A Cor do Meu Veneno, de "SOL" - Um blog cheio de sentimentos, de palavras cheias de tudo.

Mar Adentro, de "A. L." - Um blog de palavras fartas, transpiram poesia, romantismo, por vezes sentimentos obscuros.

Corpos e Almas, de Helena Fonseca - Um blog que cheira a Mulher, cada palavra, cada vírgula, cada ponto final.

Imagens, de "Jota Cê" - Cada foto, uma poesia. Cada foto, uma história. Cada foto, uma inspiração.

Passo então a citar as regras para os felizes nomeados:

1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;

2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blogue”, deve escrever um post: Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blogue; A tag do prémio; As regras; E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;

3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blogue, de preferência com um link para o post em que fala dele;

4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post.

Sou...? Serei...?

Não sei quem sou,
Nem sei o que sou.
Não sei que caminho tomei,
Nem sei que caminho caminharei.
Não sei se serei,
o que que quererei.
Não sei, o que no Futuro querei.
Agora, só sei que nada sei.
Que um caminho percorrirei,
derrubarei ou saltarei.
Perderei, se não caminharei.

Chuva...

Chuva, pinga, molha.
Gota, limpa, fresca.
Renova, o que é velho em novo.
O novo, em usado.

Transparente, vidro, espelho.
Cais uma, cais mil. Cem vezes, sentir.
Estilhaços de nós, estilhaços de pó.
Pegadas de uma vida só.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Nostalgia...

Nomes, pessoas, locais, momentos.
Ou ouvir antigas canções, que abriam corações.
Sonhos antigos, desejos esquecidos.
Todos escondidos, na memória, guardados a sete chaves de um segredo.
Alguém um dia irá abrir. Certezas, quem as tem?
Longe ou perto, quero é sentir. O mesmo desejo, o mesmo doce beijo.
Grita Revolta coração, infame amigo, traidor de certezas. Inimigo da razão.
Imunda, a palavra que jaz comigo. Amor. Ao coração, promessas tecidas, teias, doces mentiras.
Alimentas-te de sonhos e ilusões, de emoções e jovens paixões.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Namorem...



...Namorem, disfrutem, deliciem-se, derretam-se, enamorem-se.
Hoje, amanhã, depois de amanhã e sempre.
Porque para Amar, um só dia não chega. É preciso uma vida.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Perguntaram-me...

...do que era a favor?
Respondi: Sou a favor de mim.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Morre...

Morre, morre nostalgia inferma.
Morre, e não me ampares.
Morre, foge e fica longe de mim.
Morre. E não, não me iludas.
Morre, já não te vejo.
Morre! Morre! Morre!

Pára de me julgar, pára de me perseguir.
Pára, Oh amor fingido. Vem, morte querida.
Tira-me este peso, tira-me esta vontade.
Amor, de quem sofro.
Amor de quem quero. Amor de quem gosto.
Leva-me pra outro lado, leva-me pro outro lado.
Trás-me a tua paz,
Dá-me a tua paz.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Hoje, Ouvi...

Antigos
Dizeres
Imagináveis
Antes
Falados
Agora cantados

...e adorei!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Tu és...

Tu és...tudo aquilo que quero que existe.
Tu és...aquilo que preciso, e não quero.
Tu és...ar, sol, e água, para viver.
Tu és...tudo o que sei que existe e algo mais que sei que vive e não conheço.
Tu és...tudo, quando não sou nada.
Tu és...aquilo que quero ser e não sou.
Tu és...meu e eu sou tua.
És, porque assim é, porque assim sempre será.
Sim...Tu, és.

Obrigado à Susaninha pela inspiração.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Foi assim?

Vibraram todos os poros do teu corpo?
A boca, derreteu-se ao som dos beijos?
As pernas, fraquejaram ao sabor das mãos que te acariciaram?
A língua, está excitada com o encontro mais que casual com outra boca?
A tua pele, estava quente, ardente de desejo?
Os teus olhos, fecharam-se, desejando que este momento não mais parasse?
As mãos suaram quando estavam mais que juntas uma à outra?
Quentes, humidas, ardentes.
Assim como os desejos,
assim como se quer uma paixão,
assim como se quer sexo com amor.
Foi assim? Diz-me, foi?

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Num mês...

Num mês, ganhei, perdi, iludi-me e desiludi-me.
Procuro palavras que não sei dizer
às coisas que aconteceram, às amizades que fiz, aos amores que perdi.
Ilusões, ilusões…quimeras da vida.
Fui homem apaixonado, coração roubado, perdido por amores.
Triste, desiludido, iludido, e agora encontrei-me. Outra vez. Mais uma vez.
Faz sentido? Não sei. Mas procuro saber. Depressa, e bem.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Fazes me querer estar aí...


foto: Miguel Guerreiro

...mais perto de ti.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Solidão...

"A maior solidão, é a solidão das palavras.
Quando são muitas, deixam de fazer sentido. É
como nós, quando falamos deixamos de fazer
sentido e nos tornamos mais vazios, mais
perdidos, sozinhos num imenso mundo que só se ouve a si
próprio". in Palavras-que-ficam.blogspot.com

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Páginas em branco...



Vejo páginas em branco dentro da minha cabeça e nada mais.
Vejo um vazio, sem saber o que dizer.
Não sei do que vos falar.
Sinto que está tudo muito confuso, e nada concreto.
Sinto ansiedade e sinto o chão tremido.
Sinto medo, e sinto alegria.
Sinto a distância, e sinto me seguro.
Sinto que nada sei, e que tenho muito a aprender.
Sinto que devia arriscar, mas não quero.
Queria falar de Amor, e não consigo.
Queria saber voar, mas não posso.
Queria aprender mil formas de dizer Amor, e desconheço-as.
Queria viver o que penso, e não posso.
Queria rir, e não sei se devo.
Queria imaginar que sei que posso fazer, mas não sei se sonho.
Não sei se devo dizer-te, ou devo estar calado.
Não sei se queria isto, ou devia.
Não sei se te tenho ou não.
Não sei, porque nunca te tive.
Isso, tenho a certeza.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Passarinho...

Eras um pássaro na minha mão.
Dançavas ao vento, uma melodia qualquer.
Abraçavas de qualquer jeito, o vento,
companheiro de outras tantas danças,
Sejam elas, Valsas, Tangos ou Chá-Chá-Chás...

A doce ternura, do pilrear, é um beijo que te dou.
Uma doce melodia musical, quente, e fatal.
Do gentil e refinado bico, a música é uma canção,
Que embala o coração.
Artista de cinema, dançarina de salão.

Passarinho, dás-me a tua mão?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Tempo que já não volta...

Cheiro o que perdi
Sonho o que já passou
Sinto aquilo que já curou.

O perfume que já usei e nos teus beijos encontrei.
No teu pescoço provei
o sabor do que já senti.

Na memória guardo o que seria
um gesto de cada olhar
A mão que baloiçava
um corpo moribundo.

Em cada olhar que me abrigava,
tinhas aquilo que queria.
Ilusão, de te querer mais do que podia.
Era um plano maior que por mim espreitava
Em cada esquina escondida, palavras segredadas,
a teus ouvidos benditas.

Do tempo que já passou,
das mágoas que já passaram.
Das noites mal dormidas...
Ainda respiro o perfume do teu cabelo,
Ainda bebo o cheiro dos teus beijos,
Saboreio o brilho dos teus olhos ao pôr-do-Sol.
Naquele tempo que já foi e já passou.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Viver...

Não quero escrever,
Quero morrer a sentir,
Quero morrer e voltar a sorrir.
Quero ser outra vez
o que um dia fui, e já não sou.
Quero ser o que já fiz.

Tudo, me aborrece e me enfadonha.
Tudo, não é nada e o nada, é tudo.
Tudo o que faço, digo, oiço, escrevo e sinto.

Se um dia fosse um ano,
e um ano, num dia,
Então, quero num dia,
Viver todas as vidas num instante.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Adoro...

Saborear um chocolate
Cheirar um café
O cheiro de um charuto
O aroma de um cachimbo
O gosto de um chá
Degustar um belo vinho tinto
O paladar de uma refeição
As conversas entre amigos
O cheiro das canetas em que escrevo
O perfume que uso
O olhar de uma mulher
Um beijo sentido.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

De cara lavada...

Ano Novo, Vida Nova. E foi isso que se fez, o "Blocos&Canetas" entra de "cara lavada" para o Novo Ano.
Recorrendo a uma amiga, para criar um novo efeito visual para o blog.
Mantém-se a mesma linha de identidade, que o caracteriza, e ao mesmo tempo inova-se, nos efeitos visuais que se queriam para o blog. Novos poemas, novos assuntos, novas músicas, novos debates, novos concensos...
É o que desejo, e o que se deseja para o "B&C".
Para os leitores, um Natal cheio de Saúde, Amor e muita...poesia. Um Ano de 2008 com menos impostos, mais trabalho, menos desemprego, mais dinheiro e cheio de novas oportunidades, para todos.

Louco, é o Amor...

O Amor é louco!
O que tem de louco o Amor?
O que é o Amor, senão a maior loucura de todos os tempos.
A ele, o Homem não pode conquistar,
não pode ludibriar, mentir ou fugir.
Viveremos, sempre, toda a vida, amordaçados, resignados...
Escravos e resignados a um Amor.
Porque será?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Será que dá para esquecer...

Queria impedir de sentir, o que sentia.
De sentir os teus beijos, o teu beijo, na primeira vez. Da primeira vez.
Não queria me lembrar do gosto,
dos sentimentos que sabia que os tinha, mas não queria...
Lembrar-me do valor, do sabor e do perfume de um beijo.
Das memórias que traz um beijo.
Dos teus lábios nos meus.
De saber que um beijo, não é só um beijo.
De uma história que foi contada, vezes sem conta repetida.
Da tua voz entusiasmada, da tua voz rouca, ou da tua voz em choro.
Não sei porquê, mas hoje lembrei-me de ti.
Lembrei-me dos teus beijos.
Dei conta de que por vezes o que é bom, nem sempre...nem sempre, é para sempre.
Dos momentos que já vivi, e dos beijos que encontrei...
Não sei...não sei...
Mas lembrei-me de ti.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Se...

Sentir-te, em cada palavra.
Sussurrar-te, a cada minuto que te descubro.
Sorrir-te, a cada olhar que cruzamos.
Subir, até ao teu andar.
Suar-te, em cada encontro.
Saborear-te do princípio ao fim.
Sobrevoar os teus pensamentos...
Sonhar, e não te ver.
Sofrer, por acabar.
Soltar uma gargalhada...
Soltar, soltarei de alegria.

domingo, 9 de dezembro de 2007

São...beijos


in: elisabetecunha.wordpress.com

São beijos, Senhora!
Beijos!
São beijos que me abraçam,
Beijos que me suportam,
São beijos que iluminam os meus olhos.
Beijos ternos que aquecem o meu coração.
São beijos...
Beijos, Senhora!
São beijos, únicos, e meus...
Nossos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Vais assim (P)aís...

Se já nada mais importa,
Venham eles sem demora.
Já nada mais há a fazer,
Venham lá eles, mais uma vez.
Demora, demora rapazinho.
Demora, só mais um instantinho.
Se é homem ou mulher já não importa,
Venham outros sem demora.
Venham, que já nada importa,
Já ninguém se importa.
Por uma porta aberta,
Aperta trancas outra porta, já fechada.
Aperta a porta, o dinheiro, e as queixas do vizinho.
De bolsos rotos, sem demora, pede a reforma sem demora.
Que de novo já nada tem, e de velho já rugas tem.
Que mal vai o velho, que mal vai o País.
Vai mal o velho como o novo, o que tem rugas e o que nem queixas tem.
Vai mal o País, meus senhores, vai mal.
Vai mal o homem que manda, e o homem que manda mandar.
Num País que nada tem, tudo manda. E ninguém, quer fazer o que lhes mandam.

domingo, 25 de novembro de 2007

Para uma amiga...

Mulher, forte e sincera.
Amiga, é o seu forte.
Razão, o que a abunda.
Ironia e boa disposição, sempre.
Satisfeita, quando termina mais um dia de trabalho.
Acima de tudo, justa.

sábado, 24 de novembro de 2007

Almofada...

Quero uma almofada para dormir,
Uma almofada para descansar,
Uma almofada para meditar,
Outra para repousar.

Uma para sonhar, e outra para chorar.
Uma para aconchegar, outra para cheirar.
Uma, onde quero estar, outra para olhar.
Uma para sentir, outra para sorrir.

Uma almofada, só uma almofada...
Uma almofada para me encostar,
Só uma almofada para me fazer, feliz.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Amores loucos, Loucos Amores (parte II)

Loucos de Amor,
Loucos de prazer,
Loucos por Amar,
Loucos por querer.

Amar, sem parar.
Rir, sem comer.
Ouvir, sem pensar.
Falar, sem escutar.

Amor, turbilhão dos turbilhões.
Confusão das confusões.
Conflito dos conflitos.
Perdição das perdições.

Se Amor, é amar assim. Então,
Amar, é loucura, sem razão.

Cidade...


Foto: Madalena Palma

Vagueio por estas ruas,
Olhando para o chão,
Vejo figuras tormentas,
Figuras da minha imaginação.

Nas ruas, tormentas,
Cheiro a terra da minha Terra,
A gente da minha gente,
A gente da minha cidade.

Cidade de Outono,
e folhas caídas.
De cheiros e sabores.

Cidade de Veraneio,
De calores intensos,
De gente hospitaleira,
De gente de bons costumes,
Espero, em ti cidade,
Cultura viva,
Juventude em dia!
Futuro, quando o dia?

domingo, 18 de novembro de 2007

Sombras...


in: emendasesonetos.blogspot.com

Sombras, sombras de dia,
Sombras da noite, sombras, só sombras…
Sombras no peito,
Sombras na luz,
Sombras de dúvida,
Sombras da Lua.

Sombras de um beijo,
Sombras de um jeito,
Sombras…

Sombras de uma família,
Sombras de amigos,
Sombras de quem se amou,
Sombras de quem se ama.
Sombras da vida,
Sombras de uma vida.

Sombras, que são minhas,
Sombras que são tuas.
Sombras de uma vida.
Na vida onde há vida,
Há sombras em toda a vida.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Portugal...Telefona!

Por ouvir os Clientes...
Ouvindo desagrados,
Unidos,
Gritamos.
Arre!!...
Lista atrás de lista,

Tratamos de tudo.
Elevamos a moral do cliente,
Levamo-lo até à Lua!
Elevávamos outras coisas..., mas isso, não interessa nada.
Cumprimos, na medida do possível, e com aquilo que sabemos;
Oiçam o que vos digo! Trabalhem!!...
Mouros!!!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Há pessoas que me deixam sem palavras, e ela, é uma delas. Se me permite o devaneio, e com o devido respeito, não há coisa mais sexy numa mulher, do que ser bonita, e inteligente.
Não é um blog, para mim não é. É um diário de sentimentos, de sentimentos que se querem mostrar.
Deixo-vos com estas duas linhas de um pensamento, que poderiam ser muito bem de um poema, um belo poema:
"Devaneios sem preocupações.
Pensamentos sem barreiras.
"

in: http://luzdosdias.weblog.com.pt

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Amores loucos, Loucos Amores (parte I)

Somos loucos, tristes loucos,
Somos loucos, por prazer,
De escrever, formas de dizer, Amor.
Tristes loucos, por escrever,
formas de fazer...Amor.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Um Grande Dueto...


...para ouvir nas noites de Inverno, ou então, quando se quiser!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

São...

Dois olhos,
Dois rostos,
Tantas bocas que já provei,
e outras que nunca vi.

Umas loucas, outras tontas.
Mas uma sempre perto de mim.
De todas,nunca as esqueci
Daquelas por quem me perdi,
e são difíceis de esquecer.

Boas assim, são difíceis encontrar,
e do tempo as apagar.
Boas, assim, deixam marcas ao morrer.
Boas, assim, ao morrer, são difíceis de encontrar.
Só a Morte para separar,
E na morte reencontrar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Pedro Khima - "Esfera"



Uma das grandes músicas deste Verão, e um cantor...Revelação.

Nos teus...


in: www.sol.pt

Não me lembro da cor dos teus olhos,
Nem da cor dos teus cabelos.
Mas lembro-me do sabor dos teus beijos.

Mais do que aquilo que fui e que sou,
Mais do que aquilo que fiz...
Só me lembro de ti...
De ti.

Lembro-me das noites e dos dias,
Em que o sol se escondia,
Atrás duma casinha.

De tudo o que sabia,
Só sei, que um dia me perdi
E foi nos teus lábios que me encontrei.

Será?


in: www.mariagilka.com.br

Dizem que o Amor, é o complemento de algo maior.
Não sei o que é, mas dizem que é!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Certeza?...

Amor só é amor, quando for uma certeza.
E certezas não as tenho,
Nem de nada tenho a certeza.

Só sei que nasci com isto,
Nada mais sei o que fazer,
Senão escrever,
Poemas de Amor, é o que sei escrever.

Amar, amei um dia,
É o que sei que dizia.
Amor, não sei o que é,
Nem que raio escrevia,
Perdia-me pelo que sentia...

A culpa, foi minha,
Minha e não tua,
Meu fado, minha musa.
Minha, porque queria.

Minha, é a fraqueza,
De amar,
Sem saber o que é a dor de Amor.
Se amou mais que quem amou,
Amou, sabendo que a dor,
É a alma do Amor.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Nosolo Itália - Marina Albufeira - Obrigado!!


in: www.nosologrupo.com

Há Amigos e amigos, uns mais do que os outros, e estes de quem falo são assim. Amigos, que me ajudaram a crescer, e a desenvolver coisas que nem eu sabia que podia fazer. Eu sei, eu também tinha de querer. Queria, quis e ainda quero crescer mais do que já crsci, pois sei que com as pessoas certas e nas alturas certas, no tempo certo vou crescer. Sem pressas, com calma, porque tudo na vida tem um tempo e uma altura certa para acontecer. E aconteceu. Aconteceu que tive a oportunidade de trabalhar com profissionais que me ajudaram a crescer e a querer a crescer com eles. Por isso, este post é dedicado a todos eles. A todos eles, sem excepção.Do grande "chef" ("Rocky") a quem muito prezo a sua amizade, à "Tia" Paula que me aconselhou nos momentos certos e me mostrou como é que se geria uma quantidade de coisas dentro da profissão, até aos gerentes que me deram a oportunidade de mostrar o meu valor. A eles, o meu muito Obrigado. À Dona Isabel, que também muito devo a sua ajuda, porque sem ela o bar não era o mesmo, e ainda a duas outras grandes mulheres. À Marisa, a quem lhe tiro o chapéu, por mostrar sempre o brio profissional e o amor que tem pela profissão que exerce e isso passou para mim de forma insistente, eu sei...custou mas foi!! À "minha loirinha" Sóninha! Grande profissional e uma grande amiga que nunca vou esquecer...aquelas sandes!!...Aquelas noites! Não me posso esquecer, nem me ia perdoar, ao pessoal da Cozinha, que sempre deram o seu melhor, a sua simpatia e carinho que nutriram por mim, vão continuar a ser sempre umas "gatinhas"!! que tanto prezo. Ao pessoal da Pizzeria, que são umas doidas, malucas, mas gente 5 estrelas, que também nunca vou esquecer a elas, o meu obrigado também. Ao pessoal da Copa, a conversa é sempre muita e vidros...ui é melhor nem contar! Ao pessoal do 1º andar, chamado muitas das vezes o 1º andar do "inferno", até acaba por não ser, pelo menos na minha perspectiva! Peçam mais gente aí pra cima!! Criem lobbies!! Keep the good work! Por fim, ao pessoal das mesas, que com mais ou menos stresses, pareciam que estavam sempre no "lodo", no entanto souberam manter o brio profissional, uns dias mais que os outros, mas estavam lá sempre presentes. Terminando, o meu agradecimento especial, ao Bráulio por apostar em mim, e por fazer sentir que todos os empregados são seus amigos e são. É a "alma" e o "espírito de equipa", daquela casa. A todos, Obrigado.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

É...

EXTRAORDINÁRIA. Sim, extraordinária. Ela é.
Uma mulher com um olhar diferente de ver a vida. Com garra e luta.
Sobretudo muita luta. Uma luta que ainda continua, por vezes absurda. Por entre obstáculos, uns mais difíceis que outros, mas tem sabido contorná-los sabiamente.
Uma mulher, que me fez ir ao encontro daquilo que não escrevia, mas fi-lo, ainda assim. Não, não é paixão, nem amor. É Amizade. Pura amizade. É carinho terno e doce, quase paternal sobre ela, por tanto a admirar, de tanto a respeitar, de tanto gostar da sua maneira de estar na vida, da sua companhia, por mais pequena que ela seja, basta.
Disseram-me que arrebatava corações, e de facto arrebata, arrebatou o meu, é verdade. Mas, pela sua simpática simpatia e paciência para me ajudar a ajudar-me.
Ajudou. Ajudou mais do que pensa, e mais do que eu queria.
Dela, guardo recordações de risos e expressões, de "apalpões" e outros "ões" que não são agora p´ra aqui chamados.
Guardo-os porque são a sua marca, única e singular no meu coração, que guardo dessa grande amiga a quem chamo...Patrícia.

Um beijo à "Worten Sempre!!"

domingo, 16 de setembro de 2007

Sensações...


in: pintastintasemanias.blogs.sapo.pt

Forte como o muro, que do frio me protege.
Leve como o vento, que me afaga o rosto.
Quente, como o coração sente.
Fria, como a luta que pedia.
Doce, como o brilho dos teus olhos me dizia.

Forte, Leve, Quente. Fria e Doce,
És tu, borboleta todos os dias,
De mulher, a menina.

sábado, 1 de setembro de 2007

Poema Que Nunca te Disse...

Na noite, que foi minha,
A Lua era minha confidente.

Beijava os teus ombros sem cessar.
Lembro o sabor da tua pele na minha boca,
Esse doce sabor dos teus lábios.

Lembro as coxas, esses teus caminhos de seda,
Que ao corpo, se me prendiam.
As tuas mãos sobre as minhas,
À procura do beijo que escondia.

Longo era o caminho de seda, pelas tuas coxas
Percorria, o teu corpo sem malícia.
A ti, te quero.
A ti, te desejo,
A ti, teu perfume cheiro.

No desejo que por tanto sonhava,
A ti, só por ti anseio.
Suplicando por mais um beijo,
Que tome conta do meu corpo,
Mais que um beijo, um desejo.

De um beijo, um desejo.
De um desejo,
Um poema.
Um poema que nunca te disse,
Um poema que pensei e nunca te-o direi.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Outro...


Fotografia: MC
in: arre-burro.weblog.com.pt

Um outro sol,
Um outro dia,
Uma outra luz;
Um dia sem noite,
Um sol sem lua.

Terra que me assusta,
Por dentro e por fora,
Que dela não me aparto.
Nem hoje, nem nunca.

Os dias, já não são dias.
As noites, já nada são.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

How to Save a Life...