E...chegou o Inverno.
Chegou o frio, a chuva, o cheiro a terra molhada, que beija as terras alentejanas, anunciando a sua chegada. Anunciando a partida do calor de Verão. Há tão pouco tempo, o calor nos brindava com longas maratonas de bom tempo. De pequenos-almoços em esplanadas de biquinis e sandálias. Limonadas e laranjadas bem fresquinhas, que agora sabe a acre um frio tão repentino como este.
Apetecia-nos o calor outra vez não era? Era bom. Mas não pode ser...
Agora, calor só das nossas lareiras, das salamandras, dos aquecedores e dos tão "saborosos" ar-condicionados. É o que nos valhe em alturas como estas.
Do frio, não tenho saudades nenhumas. Só, e unicamente, gosto pelo Natal, para ter toda a familia toda junta num mesmo espaço, com conversas diversas, da política ao futebol, das viagens que ainda não se fizeram e dos desejos que pretendem concretizar no ano que está quase quase a bater à porta.
"Verão, volta, tás perdoado!"
É uma paixão que me preenche, mas tão pouca atenção lhe posso dar...
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Tempo...
E há quanto tempo que não oiço a voz daqueles de quem gosto. Há quanto tempo que não falo com aqueles de quem me importo. Não o faço pelo tempo que não o tenho e se o tenho perco-o em coisas que o tempo me define e me impõe para os realizar o mais depressa possível. É verdade que podia pegar no telemóvel e ligar, podia. Mas não acontece. Podia pagar a gasolina do carro e pagar as portagens e almoçar com aqueles de quem vive no meu coração. Mas não o faço. Porque não posso.
Não posso porque o tempo não o permite, porque o dinheiro não estica e como não estica, não posso.
Há coisas Inadiáveis de que não me posso esquecer nem posso adiar. Algumas vão se esquecendo, não que não as queira esquecer mas acontece. Tenho imagens guardas dentro da minha cabeça, vozes, e coisas escritas que me relembram todas as lembranças transformadas em memórias, de um passado não muito longínquo. Memórias de um pôr-do-sol, entre as linhas de um comboio, uma brisa numa praça de gente e de fruta, um olhar para o Oceano Atlântico num almoço entre amigos, uma cara bem gira numa noite algarvia com um sorriso do tamanho do mundo, de noitadas antigas efémeras mas bem presentes, eborenses...de tudo o que não cabe neste cantinho e outros mais que guardo com carinho, no coração e na mente.
Tenho saudades de todos eles, sem excepção. Todos mesmo.
Hoje, fazia-me falta tê-los todos perto de mim.
Não posso porque o tempo não o permite, porque o dinheiro não estica e como não estica, não posso.
Há coisas Inadiáveis de que não me posso esquecer nem posso adiar. Algumas vão se esquecendo, não que não as queira esquecer mas acontece. Tenho imagens guardas dentro da minha cabeça, vozes, e coisas escritas que me relembram todas as lembranças transformadas em memórias, de um passado não muito longínquo. Memórias de um pôr-do-sol, entre as linhas de um comboio, uma brisa numa praça de gente e de fruta, um olhar para o Oceano Atlântico num almoço entre amigos, uma cara bem gira numa noite algarvia com um sorriso do tamanho do mundo, de noitadas antigas efémeras mas bem presentes, eborenses...de tudo o que não cabe neste cantinho e outros mais que guardo com carinho, no coração e na mente.
Tenho saudades de todos eles, sem excepção. Todos mesmo.
Hoje, fazia-me falta tê-los todos perto de mim.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Há pessoas...
que de vez em quando aparecem e dizem umas verdades inquestionáveis, incontornáveis... Esta por exemplo, é uma delas:
"Novo ano, nova vida. Na verdade o tempo não se sente, senão pelos dias que se marcam no calendário. Tudo tanto pode continuar igual, como mudarmos o curso em segundos. Isso não depende do tempo, mas da vontade. Não adianta desejar alegria a quem persiste em ser triste, nao adianta desejar saúde a quem permanece no vício e despreza o seu corpo, não adianta desejar paz a quem faz guerra a todos os que o contrariam…
Assim, vamos caminhando dia após dia com a confiança que o essencial é aceitar o que somos e o que temos. Contentar-me com pouco é já um bom passo para viver momentos de felicidade sem esperar que eles durem. Ninguém será capaz de ser feliz neste mundo, pois mudamos de desejos a cada dia, sempre insatisfeitos, à procura do ideal.
Se conseguirmos aproveitar de bom o que está presente, disfrutar do que surge pelas mãos de Deus, quem sabe possamos sentir esse animo que nos inspira, nos faz sentir apaixonados pela vida."
Regina Figueiredo
"Novo ano, nova vida. Na verdade o tempo não se sente, senão pelos dias que se marcam no calendário. Tudo tanto pode continuar igual, como mudarmos o curso em segundos. Isso não depende do tempo, mas da vontade. Não adianta desejar alegria a quem persiste em ser triste, nao adianta desejar saúde a quem permanece no vício e despreza o seu corpo, não adianta desejar paz a quem faz guerra a todos os que o contrariam…
Assim, vamos caminhando dia após dia com a confiança que o essencial é aceitar o que somos e o que temos. Contentar-me com pouco é já um bom passo para viver momentos de felicidade sem esperar que eles durem. Ninguém será capaz de ser feliz neste mundo, pois mudamos de desejos a cada dia, sempre insatisfeitos, à procura do ideal.
Se conseguirmos aproveitar de bom o que está presente, disfrutar do que surge pelas mãos de Deus, quem sabe possamos sentir esse animo que nos inspira, nos faz sentir apaixonados pela vida."
Regina Figueiredo
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Entusiasmado...
e stressado com o Natal. As prendas este ano não vão ser muitas, muito pela força da crise que se faz sentir nos bolsos, e porque este ano, o resto que me desculpe mas, sou um tio babado. Portanto...vai tudo pra ele(a).
Ainda não sei...
Ainda não sei...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Voar...
Queria ser livre como um pássaro,
Livre como uma pena,
Voar e não ter limites.
Mundos para descobrir,
Continentes por explorar
Conhecer, e aprender
o que ainda me falta saber.
Queria; Queria muito.
Queria que não tivesse preso a este modo de estar
a esta postura mundana, gasta, limitada
a que o ser humano está compacto,
diria até, frustrado.
Sim, porque um ser humano compacto,
está limitado.
Não pela mente,
que viaja sem limites até ao fim do mundo
e do outro.
Que viaja para o passado como para o futuro
sem barreiras e sem limitações.
Limitado, por querer voar
e não puder.
Por querer fugir,
e não puder correr.
Por querer andar,
e não saber para que destino.
Queria saber voar
Ser um pássaro e voar...
Livre como uma pena,
Voar e não ter limites.
Mundos para descobrir,
Continentes por explorar
Conhecer, e aprender
o que ainda me falta saber.
Queria; Queria muito.
Queria que não tivesse preso a este modo de estar
a esta postura mundana, gasta, limitada
a que o ser humano está compacto,
diria até, frustrado.
Sim, porque um ser humano compacto,
está limitado.
Não pela mente,
que viaja sem limites até ao fim do mundo
e do outro.
Que viaja para o passado como para o futuro
sem barreiras e sem limitações.
Limitado, por querer voar
e não puder.
Por querer fugir,
e não puder correr.
Por querer andar,
e não saber para que destino.
Queria saber voar
Ser um pássaro e voar...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Olhos Azuis...
Disseram-me há alguns dias atrás que devia falar de "sentimentos", mais exactamente daquilo que sentia no momento. E neste momento rou-me por dentro por não ter pegado na mão dela, quase que a arrancando da cadeira onde estava confortavelmente falando com um amigo, levá-la para a rua e beijá-la como queria. Mas o medo de não ser aquilo que ela queria ou de ser levado pela insanidade do momento que se pregou ao coração e de lá não mais saiu.
Bastou um olhar. Um olhar para me dizer que gostava de perder a insegurança do momento e beijá-la. Só isso. Um beijo. Vários beijos. De todas as formas e feitios.
Mas não fui capaz. E depois a parvoice de não ter dito ou feito o que queria fez com que aquela noite se perdesse.
Que as mensagens perdessem significado ou que um simples e patético toque de telemóvel fosse ignorado.
Rou-me por não ter dito que o olhar dela me fez ver que afinal ainda alguma coisa como o Amor ou aquilo que queiram chamar, faz bater o coração mais do que...qualquer coisa que sintam igual. Eu não sei explicar, mas sei dizer que aqueles olhos azuis me fazem sentir qualquer coisa para além do que é explicável.
Bastou um olhar. Um olhar para me dizer que gostava de perder a insegurança do momento e beijá-la. Só isso. Um beijo. Vários beijos. De todas as formas e feitios.
Mas não fui capaz. E depois a parvoice de não ter dito ou feito o que queria fez com que aquela noite se perdesse.
Que as mensagens perdessem significado ou que um simples e patético toque de telemóvel fosse ignorado.
Rou-me por não ter dito que o olhar dela me fez ver que afinal ainda alguma coisa como o Amor ou aquilo que queiram chamar, faz bater o coração mais do que...qualquer coisa que sintam igual. Eu não sei explicar, mas sei dizer que aqueles olhos azuis me fazem sentir qualquer coisa para além do que é explicável.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Não me apetece...
escrever, nem postar uma música, não me apetece rigorosamente, nada.
Também, no estado como o País está, quem é que tem vontade de fazer alguma coisa?
Também, no estado como o País está, quem é que tem vontade de fazer alguma coisa?
terça-feira, 27 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Não sei bem porquê...
...mas não tenho tido inspiração para escrever.
Quem saiba, pra semana. Ou para a outra.
Quem saiba, pra semana. Ou para a outra.
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Diferente...
Aqui, a vida é outra. É diferente.
A vida é diferente. O clima é diferente. O nascer e o pôr-do-sol são diferentes. Todos os dias. As pessoas são diferentes, as amizades são diferentes, até o amor é vivido de forma diferente.
Aqui, tem-se tempo para pensar. Tempo para viver. Tempo para respirar e voltar a pensar.
O tempo é relativo. O que importa é se ao sermos diferentes construímos algo positivo.
E isso, é bem mais importante do que o dinheiro ou ambições. Muito mais do que cargos ou poder.
O que aprendi sobre este pedaço de céu na terra, mesmo com todos os seus defeitos, é que fui abençoado, por nascer, e por viver, neste lugar. Olhar pela janela e ver um nascer e um pôr-do-sol...Únicos.
A vida é diferente. O clima é diferente. O nascer e o pôr-do-sol são diferentes. Todos os dias. As pessoas são diferentes, as amizades são diferentes, até o amor é vivido de forma diferente.
Aqui, tem-se tempo para pensar. Tempo para viver. Tempo para respirar e voltar a pensar.
O tempo é relativo. O que importa é se ao sermos diferentes construímos algo positivo.
E isso, é bem mais importante do que o dinheiro ou ambições. Muito mais do que cargos ou poder.
O que aprendi sobre este pedaço de céu na terra, mesmo com todos os seus defeitos, é que fui abençoado, por nascer, e por viver, neste lugar. Olhar pela janela e ver um nascer e um pôr-do-sol...Únicos.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Por vocês...
Hoje tinha de ser. Por força de quem me quer bem, por força de quem se preocupa comigo. Por quem acredita no poeta que existe, aqui. Os tempos não são fáceis e a paciência para escrever, ainda menos. Mesmo assim, faço-o pela Susana, pela "Sol"(ange), pela minha irmã, e por todos aqueles que acreditam em mim. Se me perguntaram porque é que não escrevo ou porque é que estou assim, só vos posso dizer que não sei. Estou a tentar encontrar-me e descobrir-me. Está a ser difícil. Nunca nada é fácil, e nada se faz sem lutar. E é isso que já é difícil, lutar. Não quero parar de lutar, mas quando somos só um a lutar contra tudo o que venha a ter connosco, aí, o peso do mundo é outro. É maior e mais pesado. É angustiante e mais dificil de respirar o ar e pensar.
Obrigado a elas.
"Quando penso que já não tenho armas pra lutar,
Quando as forças me faltam e não me consigo levantar,
Oiço lá ao fundo, vozes de quem grita vitória, ou luta a morrer.
São vocês, sem saber, minhas armas pra lutar, os escudos que vou precisar.
Para a liberdade, viver.
Saborear a vida e amar."
Esta, saiu-me...
Obrigado a elas.
"Quando penso que já não tenho armas pra lutar,
Quando as forças me faltam e não me consigo levantar,
Oiço lá ao fundo, vozes de quem grita vitória, ou luta a morrer.
São vocês, sem saber, minhas armas pra lutar, os escudos que vou precisar.
Para a liberdade, viver.
Saborear a vida e amar."
Esta, saiu-me...
domingo, 22 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
sábado, 29 de novembro de 2008
Memories...
Nunca soube o que fui para ti. O que fui? O que sou? És capaz de me o dizer?
Esqueceste-me? Perdeste-me nas tuas memórias? Lembraste das juras que te fiz?
Recordas-te dos beijos que trocámos? Das noites que não te deixei dormir? Das mensagens que te mandei? Das noites que não dormi, por ti. Por mim.
De tudo o que perdi, porque vivi pensando em ti.
Não sabes o que é acordar e não estares ao meu lado, do meu lado. O teu cheiro no meu peito, a tua voz no meu ouvido, os teus cabelos na minha boca. Queria tudo de volta. De novo. Mas não desejo, nem quero, o mesmo sonho de ontem, igual ao de amanhã.
Deitei fora tudo o que tinha. De ti, de mim, de nós.
As juras, as promessas, e as ilusões.
As noites sem dormir,
os dias perdidos a pensar em ti.
Esqueceste-me? Perdeste-me nas tuas memórias? Lembraste das juras que te fiz?
Recordas-te dos beijos que trocámos? Das noites que não te deixei dormir? Das mensagens que te mandei? Das noites que não dormi, por ti. Por mim.
De tudo o que perdi, porque vivi pensando em ti.
Não sabes o que é acordar e não estares ao meu lado, do meu lado. O teu cheiro no meu peito, a tua voz no meu ouvido, os teus cabelos na minha boca. Queria tudo de volta. De novo. Mas não desejo, nem quero, o mesmo sonho de ontem, igual ao de amanhã.
Deitei fora tudo o que tinha. De ti, de mim, de nós.
As juras, as promessas, e as ilusões.
As noites sem dormir,
os dias perdidos a pensar em ti.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
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