terça-feira, 14 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Tempo...

E há quanto tempo que não oiço a voz daqueles de quem gosto. Há quanto tempo que não falo com aqueles de quem me importo. Não o faço pelo tempo que não o tenho e se o tenho perco-o em coisas que o tempo me define e me impõe para os realizar o mais depressa possível. É verdade que podia pegar no telemóvel e ligar, podia. Mas não acontece. Podia pagar a gasolina do carro e pagar as portagens e almoçar com aqueles de quem vive no meu coração. Mas não o faço. Porque não posso.
Não posso porque o tempo não o permite, porque o dinheiro não estica e como não estica, não posso.
Há coisas Inadiáveis de que não me posso esquecer nem posso adiar. Algumas vão se esquecendo, não que não as queira esquecer mas acontece. Tenho imagens guardas dentro da minha cabeça, vozes, e coisas escritas que me relembram todas as lembranças transformadas em memórias, de um passado não muito longínquo. Memórias de um pôr-do-sol, entre as linhas de um comboio, uma brisa numa praça de gente e de fruta, um olhar para o Oceano Atlântico num almoço entre amigos, uma cara bem gira numa noite algarvia com um sorriso do tamanho do mundo, de noitadas antigas efémeras mas bem presentes, eborenses...de tudo o que não cabe neste cantinho e outros mais que guardo com carinho, no coração e na mente.
Tenho saudades de todos eles, sem excepção. Todos mesmo.
Hoje, fazia-me falta tê-los todos perto de mim.

domingo, 25 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago...



...Um vulto da Literatura Portuguesa, abandonou-nos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Crise..."

Se dúvidas ainda há àcerca desta "crise", tiremo-las já. A "crise" para além da parte económico-fianceira, é mais que tudo, uma crise social, uma crise de Formação, em todas as suas vertentes.
Uma crise, não passa sem ter em conta as pessoas e tudo o que a elas está interligado.
Não passa sem medidas sociais fortes, sem uma forte coesão nacional. Sem uma forte coesão de uma identidade europeia vincada, na sua determinação em objectivos concretos e definidos para o Futuro, com rectroactivos imediatos.
É uma escalada dantesca para vencer as dificuldades e concretizar objectivos. O mais fácil é desistir, de lutar, entregando o País de bandeja a uns senhores do "FMI", deixando o País à deriva, sem rumo e sem horizontes.
O difícil é lutar. Bem sabemos, mas mais vale lutar e vencer ferido, do que lutar sem oferecer resistência.
A "crise" tem solução, a mesma de sempre.
Nós.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Para quê?

Para quê sugar uma mentira pra ser verdade?
Para quê?
Para quê um tristonho olhar quando se quer um sorriso rasgado?
Para quê?
Para quê, se se procura espezinhar, quando podia ser uma mão amiga?
Para quê?
Para quê não ter o que comer, onde comer e vestir o que não devia, devia?
Para quê?
Para quê parecer se não se pode ser?
Para quê?
Para quê se nada do que se faz é suficiente para se ser bom?
Para quê?
Para quê trabalhar e nada ter.
Para quê?
Para quê esforços e não se ter glória?
Para quê?
Para quê se querer um vida melhor e não viver?
Para quê? Para quê?
Para Nada!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Arte...

Há obras de Arte, vibrantes,
reluzentes ao se descobrir
cada parte de um todo.
Cada face, luz, ou expressão.
Cada quadro, um génio a representar o seu papel.
Secundário. A obra, em primeiro.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Presentes...

Recebi uns presentes, assim...da melhor pessoa do Mundo!
Obrigado.

sábado, 27 de março de 2010

Poema ao Inconsolável

Se fosse mentira o que sinto,
Não escrevia o que digo,
Rasgava o que dizia do peito até à boca,
e enterrava na terra o que pensava que diria.

Há sensações que doiem e queimam ao terem nome,
Umas porque sabemos como as são outras porque não as temos.
Umas porque já as tivemos, mas mesmo assim teimamos insistentemente
em tê-las perto de nós, como a amar uma doença que não temos
mas que sabe tão bem ter uma droga tão perto
aconchegando a dor de um rosto desfeito,
de uma pele enrugada,
de um coração que bate por bater,
Ora de saudade, ora de frio.
Sem saber meio como nem porquê.

É a merda de estar doente e não saber o que fazer.
É a palavra que não saí e deixa sair o que não sente.
É a mão que não sabe o que há-de escrever mas que a mente não mente.
É a vida que dói e não passa.
Nem para trás, nem para a frente.
Estagna.
E a vida, estupidifica.

"Só Mais Uma Volta"

terça-feira, 23 de março de 2010

Ao luar...

Lacaia, perdida, minguava.
Das noites fazia Dia
Dos dias fazia Noite.
Da noite, chorava inconsolada
Com a vida que não queria.
De dia, sonhava.
Em ser princesa por um dia.

Um cavaleiro em crescente,
Exasperava,
Num beijo, fulgorante,
em noite de Lua cheia.
De coragem, na bagagem,
Homem feito. Em falsete se lembrava,
O quanto lhe custava,
Ser cavaleiro, sem dinheiro,
À mulher que amava.

- "Mas...não é o amor que importava?"
-"Bem, talvez. Não sei..."
-"Será que isso importava?"

Na luz...

Sob a luz, de uma criança,
Nasce uma Família.
No olhar de uma criança,
Está,
O futuro de uma geração.
De uma ideia concebida,
Que se viu nascida,
Sozinha
Entre os braços
de uma criada.
Era uma outra vida que se criava.

quarta-feira, 10 de março de 2010

De flor a Mulher...

No prazer do corpo de uma Mulher,
Encontro a flor da Juventude.
Na penitência, a razão do amor,
A alegria de viver
a angústia e o fulgor
como um amor deve ser.
Na Liberdade, um cravo e uma viola a acompanhar
O Renascimento desse amor.
O lugar, que onde pertence ao nascer.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Não sei escrever...

Já não sei escrever;
Nem sei escrever poemas de amor.
Nem em rimas a saltitar
de verso em verso
Como o amor deve ser.

Não sei escrever, nem quero saber.
Nem tenho vontade de as escrever.
Só quero estar só, fechado num nó,
sem saber querer.

Desvendar o segredo, desse modo de viver.

Porquê viver a sofrer,
Se podemos sofrer a viver.

Next Journey...




...Desejando que se aproxime.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010