sábado, 27 de setembro de 2008

"Primeiro dos Poemas"

Palavras que invadem a cabeça,
São aquelas mais pequenas,
Com mais significado,
E ficam mesmo que não nos apeteça.

Existem algumas que soam primeiro,
E ecoam dentro de nós,
Outras que vêm baixinho,
Com o tempo já soalheiro.

Invadem a nossa alma,
Aquando tristes ou contentes,
De forma Mui Leda,
Como se fizesse parte da palma.

Sem mais signo ou significado,
A palavra começa a surgir,
E afirmo sem hesitar,
Não é Destino nem Fado.

Seja em velho ou em mocidade
Sente-se muita falta destas palavras
Refiro-me à portuguesinha:
- A palavra Saudade!

Poema escrito por Mónica Cruz

Os poemas são assim...

Vem cada uma por seu lado,
de mão em mão,
segurando a consoante,
à vogal a seguir,
e o verbo que vem depois.
Umas vêm da cabeça,
Outras vêm sem ter certeza.

A cabeça é que manda,
e a imaginação é que regula,
as cores e os cheiros,
Os gostos e os sentidos,
Os sentimentos e as tristezas,
Os sons e as incertezas,
de um pobre coração humano.

Às vezes dizem que sim,
às vezes dizem que não...

Os poemas são assim...depois vem o amor.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

"If I Had Eyes"

Dilemas...

Raptaste-me nesse dia,
Inventaste planetas Tenebrosos,
Ausentes de tudo.

Sintomas, Sintonias,
Imaginámos de tudo.
Mas ainda cá estamos,
A aprender o dia-a-dia,
O que o Feiticeiro,
dizia que sabia.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Eleven September


Para sempre...

domingo, 31 de agosto de 2008

Mensagem...

Maldito passado repassado...
cheio de esperanças e ilusões
que agora fazem parte da couraça,
aquela leve e fina película
que achamos defender-nos de tudo!

E digo a mim mesma coisas...
coisas que supostamene enduressem essa couraça
essa triste couraça que afinal não existe
porque a dor mói e destrói
e porque o que sentimos é tao real e tao vivo!
aiii quem me dera arrancar tudo cá de dentro...

Mais vale permanecer na ignorância
e não ver a areia que nos atiram prós olhos,
nem os pregos que nos vão trespassando o coração!
quem me dera apagar tudo com uma borracha
e deixar de criar estas expectativas todas,
de sonhar todos estes sonhos,
para assim a desilusão ser menor...


Poema gentilmente cedido em exclusivo pela
Susaninha

sábado, 30 de agosto de 2008

Tarde em Itapuã....



Esta, dedico-a ao meu pai.

domingo, 24 de agosto de 2008

Acreditar...

Pintas numa guitarra
uma história qualquer.
Sem jeito, nem desejo de querer.
Falas de um final que tinha sido feliz.
Na verdade, não se mataram por um triz.

Diziam que no Amor estava a eterna felicidade.
Ao virar dum momento, eterna, só a fatalidade que os esperava.

De músicas e poemas, de canções e poetas,
De escritores sem corações,
de corações sem nós, nem cordões para os amarrar
As histórias correm sempre iguais.

Iguais a si mesmas,
sem nada.

Mas já dizia o outro,
sem ser poeta nem cantor,
Escritor ou pensador, dizia,
Que do nada, tudo se transforma, nada se perde...por muito tempo.

"Carry You Home"

sábado, 16 de agosto de 2008

Enganos...

Desafios tornados verdade,
Verdades mentidas,
Mantidas, com juras de verdade eternas.
Mendigas palavras,
Sortes trocadas,
Verdades vendidas.

Enganos mantidos,
na verdade da mentira.

Amor de Verão...

Dizem lá do alto da montanha,
Que um amor como o nosso,
Só existe uma vez.

Queria acreditar que sim.
Queria saber que era assim.
Mas de tudo o que falaram,
nada foi como diziam.
Tu, já nem para mim olhavas.
E eu, já nem em ti reparava.

Dos beijos trocados,
das palavras trocadas em desejos.
Das mãos entrelaçadas,
Às mentiras contadas,
A enganos, de olhos bem abertos.

Havia sintonia,
Houve momentos de alegria,
Durante algum tempo,
Durante alguns dias.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Lembras-te...?

Lembras-te do dia em que nos vimos?
Da primeira vez em que nos cruzámos?
De no teu olhar, encontrar uma resposta sem perguntar o que fosse.
Lembraste das conversas misturadas com risos trocados,
De horas sem fim,
De mensagens,
telefonemas,
De dúvidas marcadas,
De amores esvaidos, em dor e saudade.

Tu sabes e conheces-me.
Eu conheço-te como ninguém te conhece.
Não preciso de te ter, eu sei...
O que sentes,
Antes de saberes que sei,
O que sei que tu sabes que sei.
Tudo. O que é teu,
o teu mais infimo segredo, é meu.
Pertence-me,
guardado nas profundezas do coração.
Nos labirintos da memória,
escondidos no meio do tudo,
Fingindo serem nada.

Tu sabes bem quem sou,
sabes bem o que sou.
Eu sei o que és,
Sei bem quem és.

Para ti, Rita.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Refúgio...

Se o meu último refúgio foi no teu peito,
Nos teus beijos, no calor das tuas palavras,
No carinho e no amor que por mim nutrias
De palavras ardentes
No nú corpo quente, jaziam.

Cinzas, cinzas de paixão,
Cinzas de ilusão,
Cinzas de amor
Cinzas de rancor
De dor…
De saber que és mulher, e mais do que isso,
De seres,
Muito mais do que isso.

Nesse teu corpo delgado,
Nascido do berço da Lua,
Filha, dum sorriso do Sol
Olhas com indeferença
Quem por ti passa e te admira.

Cada poro do teu corpo, transformado em desejo
Veneno. Doce bebereijo.
Oh doce glória,
Oh amor sem história.
Fui rei, fui mendigo, pedinte sem hora
Do amor que jaz agora.

Vem, traz-me amor sem glória.
Profana vontade
Morre,
Moribunda no coração destroçado.
Vive,
Em memórias da juventude.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

(Que nome lhe dou?)

Quebro na música do corpo
Sons que o silêncio não traz
Músicas que não sei ouvir
Derramo lágrimas que não sei bem porquê
Nem sei bem porque as choro.
Disse muitas vezes que esta noite seria a última.
Amanhã, talvez…

Trago-te nas músicas
Num talvez
Num amanhã que foi hoje
Num hoje que foi ontem
Lembranças de beijos falados
De conversas em letras de Amor
De perfumes em artigos usados.

Deixo-me ir no balanço da música
Que a Morte na porta por mim espera.
O Amor nem sempre espreita,
Deixa um aviso.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

...Ti

Oiço os conselhos da noite,
Falamos de ti.
Paro para pensar em ti.
Deixo-me ir para outras paragens.
Recordo-me do que já passei.
Sinto que sim,
Digo que não.
Não quero mais falar de ti.
Quero partir para longe
Ter mil recordações sem ti,
E nenhuma sem valor
Das que tenho de ti.
Deixa-me partir
para longe de ti.

No princípio...

Sabes que sim,
sabes que quando falo,
Oiço o que as palavras me dizem.
Escuto aquilo que me ensinam.
Aprendo a saber o que me têm para dizer.
Os sons que tenho a imitar,
As palavras que os lábios saberão dedilhar.
Juntando sons, poemas, e palavras
Para saber aprender a cantar.