Fizeste do frio, arma de arremesso.
Embalaste na tua mão uma ferida que o coração não sabia.
Fizeste-o novamente quando menos queria,
quando menos pensava que assim seria.
Antes de te saber saborear,
Antes de te saber viver,
Antes de te saber amar,
Antes de te saber sentir.
Nos teus lábios carnudos, saúdo a vida.
No teu corpo respiro, a vida,
Sem agradecer, os momentos ao te ter.
(Que)
Sem saber que o Amor não tem preço ao viver.
Tem vida,
Luz e
Euforia,
Tem música, letras e canções.
Tem beijos, suores e sensações.
Tem palavras,
Poesia e postais.
Tem sorrisos,
Tem lágrimas tais iguais a muitas mais...
Tem tudo o que se possa imaginar.
Esqueceste-te simples mortal
que tudo o que o Amor tem,
Tem um preço ao viver.
Sabias??
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
Promessa...
Bilhete...

foto: Cergey Matveev
Beija a chuva como quem beija um amante
Beija e deixa vir os sonhos, escorrer pelos dedos, e nas mãos os suores, os odores do amor,
De bocas sufocadas de ar que já não têm,
De corpos que já se conhecem, de carícias que já se trocaram,
De línguas que já se tocaram.
Beija forte e doce
Beija doce e duro penetra na vida ao amar, quem te ama.
Beija e deixa durar mais algum tempo, até fazer noite.
Até a noite ser dia. Até o dia fazer frio. Até a noite voltar para nos abraçarmos novamente ao Amor.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Todos Juntos...
Fomos à Discoteca mais "in" da altura, "AlterNative" era o nome. Um Dj com boa pinta, musculado e sorriso Trident, brinquinho à Cristiano Ronaldo como se fosse moda, normal, e mais do que usual. Odeio e faz-me impressão. Mas isso, sou eu. Cheio. Não se podia respirar, nem usar muito os braços ou as pernas para dançar, quanto muito, dois pulinhos aqui, dois pulinhos ali, e já era muito. Era "in", porque era novo, moderno, e muito...mais animado que os outros, poucos, que ainda temos. Bêbados, jovens de borbulhas, Quarentões, Trintonas, Solteiros e Casados tudo ao molhe e fé em quem conseguir se safar. É o que mais reinava por aquelas bandas. Um bar cheio deles e delas, de mulheres à procura de uma noite de loucura e de homem ávidos de 15 minutos numa casa de banho, trancados com alguma mulher, desesperada por alguém que lhe apaga-se o fogo que a consumia. Breve inferno tornado em Céu. 5 minutos. Bastaram 5 minutos para que a vontade carnal se transforma-se em arrependimento e lágrimas. Um homem feliz, uma mulher perdida em desejo, e depois o arrependimento. Moral: Nunca faças nada, numa casa de banho de uma Discoteca, são imundas.
... (Termino amanhã...)
... (Termino amanhã...)
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Memories...
Nunca soube o que fui para ti. O que fui? O que sou? És capaz de me o dizer?
Esqueceste-me? Perdeste-me nas tuas memórias? Lembraste das juras que te fiz?
Recordas-te dos beijos que trocámos? Das noites que não te deixei dormir? Das mensagens que te mandei? Das noites que não dormi, por ti. Por mim.
De tudo o que perdi, porque vivi pensando em ti.
Não sabes o que é acordar e não estares ao meu lado, do meu lado. O teu cheiro no meu peito, a tua voz no meu ouvido, os teus cabelos na minha boca. Queria tudo de volta. De novo. Mas não desejo, nem quero, o mesmo sonho de ontem, igual ao de amanhã.
Deitei fora tudo o que tinha. De ti, de mim, de nós.
As juras, as promessas, e as ilusões.
As noites sem dormir,
os dias perdidos a pensar em ti.
Esqueceste-me? Perdeste-me nas tuas memórias? Lembraste das juras que te fiz?
Recordas-te dos beijos que trocámos? Das noites que não te deixei dormir? Das mensagens que te mandei? Das noites que não dormi, por ti. Por mim.
De tudo o que perdi, porque vivi pensando em ti.
Não sabes o que é acordar e não estares ao meu lado, do meu lado. O teu cheiro no meu peito, a tua voz no meu ouvido, os teus cabelos na minha boca. Queria tudo de volta. De novo. Mas não desejo, nem quero, o mesmo sonho de ontem, igual ao de amanhã.
Deitei fora tudo o que tinha. De ti, de mim, de nós.
As juras, as promessas, e as ilusões.
As noites sem dormir,
os dias perdidos a pensar em ti.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
À Noite...
(Continuação de "Nas Escadas...")
Fui buscar-te a casa, como sempre. Saímos, para ir beber um café. Tu, bem produzida, filha da beleza, ou dos meus olhos que assim te vêem. De mãos dadas, conversámos sobre tudo, sobre nada. Entrámos no café, que já nos habituámos a ir, não sei bem porquê, não sei bem como. Vamos, porque é o mais perto e onde mais gente vai, casais, como nós, à procura de um conforto no perfume de um café, ou nas faces dos outros, assim, como nós, enamorados. "Será?" Penso eu, para mim.
Trocámos olhares e beijos, beijos e olhares. - "Boa noite, café?", pergunta o rapaz do café que sempre nos atende. -"Sim, se faz favor. São dois." - "Mas hoje, apetece-me um chá...um chá de camomila. Pode ser?", disse ela.
-"Então é um café, e um chá de camomila.", certifica-se o rapaz do pedido.
-"Exactamente.", respondi eu.
Café tomado, chá bebido, fomos a pé até à tua casa. Da tua casa, fomos para o carro, estava um frio de rachar na rua, que nem o calor que emanava das nossas mãos, quebrava o frio do vento de Inverno. Fomos passear, até ao bar mesmo ao pé da casa da Margarida. A Margarida era uma amiga comum. Loira, de corpo escultural, olhos verdes penetrantes e lábios que pediam a um comum mortal, violar o desejo de um deus qualquer. Já ela estava à nossa espera à porta da casa dela. Fomos ter com o
Tiago, namorado dela, amante dos desportos radicais, fanático do Benfica, mas "aquele Nuno Gomes...é que não!", diz ele sempre que o Benfica está a perder.
Todos juntos dentro do carro, falamos do azar do Benfica e da azelhice do Sporting, da sorte do Porto e do Queiróz ser uma uva já mais do que espremida na Selecção.
Elas, claro, reviram e reviram os olhos com as "nossas" conversas. -"Não têm mais nada pa falar?" Sempre a mesma coisa. Falem de coisas mais...interessantes." disseste tu. -" Sim, moços. Falem de coisas mais interessantes." Diz a Margarida reforçando a mesma ideia. -"Então falamos do quê?". De gajas??". Não dá muito jeito falarmos de gajas estando vocês aqui né!" digo eu, meio a brincar.
-"Não, né! Mas podiam falar de outras coisas, que não fosse futebol ou gajas". Diz a Margarida já um bocado aborrecida com a conversa. -"Epa, pronto...falamos do "Barraca Ó bama", diz ele a tentar suavizar o ambiente.
Chegámos ao destino: Bar. Fomos até ao bar do Filipe, e está lá a malta toda. Eles e elas. Já todos com o seu copito na mão e é uma festa quando nos vêem a chegar. (Não preciso de dizer que quando a M. chegou, toda a gente ficou de olhos arregalados. Até houve piropos, elogiando os atributos...físicos). -"Guidinha, foste hoje ao ginásio?". Pergunta o Daniel, muito sério.-" Não, porquê?", responde ela, perplexa.
-" É que tens cá uma peitaça...!" diz ele, já se rindo da resposta que deu e de toda a gente que tinha à volta dele a rir também da maneira cómica como fez a pergunta, e da resposta que obteve. Um valente chapadão.
Não sei bem se tinha pena, ou me ria do que ali se tinha passado...
Dali, a uns copos de Licor Beirão, fomos para a Discoteca. A noite, prometia.
Fui buscar-te a casa, como sempre. Saímos, para ir beber um café. Tu, bem produzida, filha da beleza, ou dos meus olhos que assim te vêem. De mãos dadas, conversámos sobre tudo, sobre nada. Entrámos no café, que já nos habituámos a ir, não sei bem porquê, não sei bem como. Vamos, porque é o mais perto e onde mais gente vai, casais, como nós, à procura de um conforto no perfume de um café, ou nas faces dos outros, assim, como nós, enamorados. "Será?" Penso eu, para mim.
Trocámos olhares e beijos, beijos e olhares. - "Boa noite, café?", pergunta o rapaz do café que sempre nos atende. -"Sim, se faz favor. São dois." - "Mas hoje, apetece-me um chá...um chá de camomila. Pode ser?", disse ela.
-"Então é um café, e um chá de camomila.", certifica-se o rapaz do pedido.
-"Exactamente.", respondi eu.
Café tomado, chá bebido, fomos a pé até à tua casa. Da tua casa, fomos para o carro, estava um frio de rachar na rua, que nem o calor que emanava das nossas mãos, quebrava o frio do vento de Inverno. Fomos passear, até ao bar mesmo ao pé da casa da Margarida. A Margarida era uma amiga comum. Loira, de corpo escultural, olhos verdes penetrantes e lábios que pediam a um comum mortal, violar o desejo de um deus qualquer. Já ela estava à nossa espera à porta da casa dela. Fomos ter com o
Tiago, namorado dela, amante dos desportos radicais, fanático do Benfica, mas "aquele Nuno Gomes...é que não!", diz ele sempre que o Benfica está a perder.
Todos juntos dentro do carro, falamos do azar do Benfica e da azelhice do Sporting, da sorte do Porto e do Queiróz ser uma uva já mais do que espremida na Selecção.
Elas, claro, reviram e reviram os olhos com as "nossas" conversas. -"Não têm mais nada pa falar?" Sempre a mesma coisa. Falem de coisas mais...interessantes." disseste tu. -" Sim, moços. Falem de coisas mais interessantes." Diz a Margarida reforçando a mesma ideia. -"Então falamos do quê?". De gajas??". Não dá muito jeito falarmos de gajas estando vocês aqui né!" digo eu, meio a brincar.
-"Não, né! Mas podiam falar de outras coisas, que não fosse futebol ou gajas". Diz a Margarida já um bocado aborrecida com a conversa. -"Epa, pronto...falamos do "Barraca Ó bama", diz ele a tentar suavizar o ambiente.
Chegámos ao destino: Bar. Fomos até ao bar do Filipe, e está lá a malta toda. Eles e elas. Já todos com o seu copito na mão e é uma festa quando nos vêem a chegar. (Não preciso de dizer que quando a M. chegou, toda a gente ficou de olhos arregalados. Até houve piropos, elogiando os atributos...físicos). -"Guidinha, foste hoje ao ginásio?". Pergunta o Daniel, muito sério.-" Não, porquê?", responde ela, perplexa.
-" É que tens cá uma peitaça...!" diz ele, já se rindo da resposta que deu e de toda a gente que tinha à volta dele a rir também da maneira cómica como fez a pergunta, e da resposta que obteve. Um valente chapadão.
Não sei bem se tinha pena, ou me ria do que ali se tinha passado...
Dali, a uns copos de Licor Beirão, fomos para a Discoteca. A noite, prometia.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Camões...
Que da Lusitana praia Taprobana,
Vieram aqueles, que mil histórias fizeram
e alcançaram, a glória infame, de se ser Português.
Ao homem que escreveu ao falar, a História de Portugal
e seus feitos alcançados,
lá para os lados da Esperança.
Histórias de ninfas, e imaginações,
Todos por Camões. Homem, sede e mar,
Caneta, amor e Pátria.
Canções, outras mil, de Portugal.
Verte, nome eterno,
Camões, homem de termo incerto.
Na morte ferida,
Repousou, em morada eterna,
Lisboa, sua capital
Moradia: Panteão Nacional.
Camões,
Herói, e poeta.
Não há outro igual,
Só Pessoa, o persegue no final...
Vieram aqueles, que mil histórias fizeram
e alcançaram, a glória infame, de se ser Português.
Ao homem que escreveu ao falar, a História de Portugal
e seus feitos alcançados,
lá para os lados da Esperança.
Histórias de ninfas, e imaginações,
Todos por Camões. Homem, sede e mar,
Caneta, amor e Pátria.
Canções, outras mil, de Portugal.
Verte, nome eterno,
Camões, homem de termo incerto.
Na morte ferida,
Repousou, em morada eterna,
Lisboa, sua capital
Moradia: Panteão Nacional.
Camões,
Herói, e poeta.
Não há outro igual,
Só Pessoa, o persegue no final...
2...
Quem diria...2 anos. 2 anos que ando a escrever, aqui, neste lugar, neste cantinho só meu, vagueando por letras, poemas e lugares. De histórias, músicas e pensamentos. 2 anos de dúvidas, algumas certezas e ilusões. Porque essas, também existem.
2 anos passaram tão depressa que parece que ainda foi ontem que postei o primeiro post. O primeiro de muitos, uns escritos à mão, como antigamente, outros nem por isso. Vinham e vêm, muitas vezes, como que por magia, na ponta dos dedos, a pedir a cada letra, a cada palavra que a solte para se puder compôr, em linhas poéticas, todas, originais.
A todos. A eles e principalmente a elas, que me leêm, o meu muito obrigado. Porque isto só tem graça se vocês, desse lado, tiverem alguma para me dizer.
Beijos e abraços,
Miguel Almeida
2 anos passaram tão depressa que parece que ainda foi ontem que postei o primeiro post. O primeiro de muitos, uns escritos à mão, como antigamente, outros nem por isso. Vinham e vêm, muitas vezes, como que por magia, na ponta dos dedos, a pedir a cada letra, a cada palavra que a solte para se puder compôr, em linhas poéticas, todas, originais.
A todos. A eles e principalmente a elas, que me leêm, o meu muito obrigado. Porque isto só tem graça se vocês, desse lado, tiverem alguma para me dizer.
Beijos e abraços,
Miguel Almeida
domingo, 2 de novembro de 2008
Nas escadas...
Fiquei à espera, nas escadas do teu prédio que viesses.
A noite estava fria. Como sempre é no Inverno alentejano. Estavas cansada, vinda do trabalho, mas continuavas linda. Olhos semi-cerrados, boca pequena sorridente, corpo cuidado, mãos bem tratadas. Vaidosa.
Vi-te através do vidro do prédio e um sorriso meio forçado saiu. Não quis perguntar porquê, aceitei o beijo que vinha depois, um afago no rosto e uma "boa noite", veio de seguida. Contaste-me o teu dia, os clientes que tinhas aturado, os trocos que não tinhas ou as "boas tardes" que ninguém te dava.
- "É o teu trabalho, é isso que tens de aturar. Não é fácil, mas se precisas de dinheiro é assim que tem de ser".
Sentada o dia inteiro. No mesmo local, a ver o dia a passar, a noite a vir, mil caras a passar sem um "bom dia" para dar, sem uma "boa noite" para oferecer.
Sentámo-nos à porta da tua casa, nas escadas do teu prédio, foram dos melhores 15 minutos que se podem ter. Colados por causa do frio. Lábios beijando outros lábios, dois narizes que se encontram, cheiros que se misturam. É o perfume dos teus cabelos ou o sabor da tua boca.
Olhos levemente fechados. Repetimos várias vezes a mesma poesia ao beijar.
Um breve "até já". Depois de jantar, talvez um café.
- "Se não tiveres cansada, vejo-te nas escadas". - "Beijo".
(To be continue...)
A noite estava fria. Como sempre é no Inverno alentejano. Estavas cansada, vinda do trabalho, mas continuavas linda. Olhos semi-cerrados, boca pequena sorridente, corpo cuidado, mãos bem tratadas. Vaidosa.
Vi-te através do vidro do prédio e um sorriso meio forçado saiu. Não quis perguntar porquê, aceitei o beijo que vinha depois, um afago no rosto e uma "boa noite", veio de seguida. Contaste-me o teu dia, os clientes que tinhas aturado, os trocos que não tinhas ou as "boas tardes" que ninguém te dava.
- "É o teu trabalho, é isso que tens de aturar. Não é fácil, mas se precisas de dinheiro é assim que tem de ser".
Sentada o dia inteiro. No mesmo local, a ver o dia a passar, a noite a vir, mil caras a passar sem um "bom dia" para dar, sem uma "boa noite" para oferecer.
Sentámo-nos à porta da tua casa, nas escadas do teu prédio, foram dos melhores 15 minutos que se podem ter. Colados por causa do frio. Lábios beijando outros lábios, dois narizes que se encontram, cheiros que se misturam. É o perfume dos teus cabelos ou o sabor da tua boca.
Olhos levemente fechados. Repetimos várias vezes a mesma poesia ao beijar.
Um breve "até já". Depois de jantar, talvez um café.
- "Se não tiveres cansada, vejo-te nas escadas". - "Beijo".
(To be continue...)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Aborrece-me...
Aborrece-me ficar em casa sem nada para fazer,
Sem ninguém com quem discutir,
Sem nada para ouvir o que queria ouvir.
Sem um programa que me interesse ver,
Sem ter nada para escrever, ou sobre o que escrever.
Principalmente, aborrece-me saber que as pessoas têm razão,
quando dizem que a escrever prosa é muito melhor que a poesia.
Não me chateio, mas aborrece-me porque têm razão. Tens razão.
Aborrece-me perder, o que imaginava ganho.
Aborrece-me ganhar sem saber disfrutar o que ganhei.
Aborrece-me saber que sei muito. Mas o que sei...de nada vale.
Aborrece-me fazer coisas que não sei, aborrece-me porque não as sei. Devia.
Aborrece-me muita coisa...
Aborrece-me, mas já não vou falar nisso. Fica para um outro dia. Para uma outra história.
Sem ninguém com quem discutir,
Sem nada para ouvir o que queria ouvir.
Sem um programa que me interesse ver,
Sem ter nada para escrever, ou sobre o que escrever.
Principalmente, aborrece-me saber que as pessoas têm razão,
quando dizem que a escrever prosa é muito melhor que a poesia.
Não me chateio, mas aborrece-me porque têm razão. Tens razão.
Aborrece-me perder, o que imaginava ganho.
Aborrece-me ganhar sem saber disfrutar o que ganhei.
Aborrece-me saber que sei muito. Mas o que sei...de nada vale.
Aborrece-me fazer coisas que não sei, aborrece-me porque não as sei. Devia.
Aborrece-me muita coisa...
Aborrece-me, mas já não vou falar nisso. Fica para um outro dia. Para uma outra história.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Um dia na cidade...
Há histórias que contadas, ninguém acredita.
Já vinha a sair de um lache bem regado quando na rua por onde seguia, o dia ia acabar por ter contornos bem diferentes do final de um dia-a-dia que tantas vezes lhe vi o rosto, os sinais de cansaço de uma cidade onde a velhice é permanente e os momentos de jovialidade já são poucos. Não esperava que de um momento para o outro, o dia se transformasse totalmente. Munido de mp3, de olhos postos na rua e no tempo que fazia, completamente deslocado para outro mundo, o mundo dos sons, fosse interrompido para um outro mais real. Um homem atravessa-se à minha frente, correndo que nem um louco e uma mulher, uma senhora, já com os seus 65 anos, mais coisa menos coisa. "Apanhe-o que é ladrão!" gritou-me ela. "Levou-me a carteira com as chaves de casa". E eu, pensei para comigo, "E agora? Tenho de ir atrás dele?". Num instante, o mp3 foi p'ró bolso das calças, e toca a correr mais rápido que uma bala, mais rápido que um sprint do Cristiano Ronaldo, e corri o mais que pude para o apanhar. Apanhei-o. Estafado, suando, irritado, e isto tudo por causa de uma carteira com uma meia dúzia de notas e umas chaves de casa. Um pobre coitado. Levou com uma sova moral monumental, que nem as pessoas que foram comigo, também para o apanhar, disseram alguma coisa.
Revistei-o, levei-o à "vítima" para lhe pedir desculpa, chamaram as autoridades e logo desapareci. O assunto estava encerrado. O lanche já tinha desaparecido, o corpo a pedir descanso e um banho. A fome, apareceu. De novo.
P.S. - Soube há pouco tempo que tinha passado a noite na esquadra. No dia seguinte, foi presente a tribunal, e o juíz libertou-o. Está a termo de identidade e residência.
Ainda não o vi, nem espero vê-lo tão cedo. Mas...cá estarei. E ele, também.
Já vinha a sair de um lache bem regado quando na rua por onde seguia, o dia ia acabar por ter contornos bem diferentes do final de um dia-a-dia que tantas vezes lhe vi o rosto, os sinais de cansaço de uma cidade onde a velhice é permanente e os momentos de jovialidade já são poucos. Não esperava que de um momento para o outro, o dia se transformasse totalmente. Munido de mp3, de olhos postos na rua e no tempo que fazia, completamente deslocado para outro mundo, o mundo dos sons, fosse interrompido para um outro mais real. Um homem atravessa-se à minha frente, correndo que nem um louco e uma mulher, uma senhora, já com os seus 65 anos, mais coisa menos coisa. "Apanhe-o que é ladrão!" gritou-me ela. "Levou-me a carteira com as chaves de casa". E eu, pensei para comigo, "E agora? Tenho de ir atrás dele?". Num instante, o mp3 foi p'ró bolso das calças, e toca a correr mais rápido que uma bala, mais rápido que um sprint do Cristiano Ronaldo, e corri o mais que pude para o apanhar. Apanhei-o. Estafado, suando, irritado, e isto tudo por causa de uma carteira com uma meia dúzia de notas e umas chaves de casa. Um pobre coitado. Levou com uma sova moral monumental, que nem as pessoas que foram comigo, também para o apanhar, disseram alguma coisa.
Revistei-o, levei-o à "vítima" para lhe pedir desculpa, chamaram as autoridades e logo desapareci. O assunto estava encerrado. O lanche já tinha desaparecido, o corpo a pedir descanso e um banho. A fome, apareceu. De novo.
P.S. - Soube há pouco tempo que tinha passado a noite na esquadra. No dia seguinte, foi presente a tribunal, e o juíz libertou-o. Está a termo de identidade e residência.
Ainda não o vi, nem espero vê-lo tão cedo. Mas...cá estarei. E ele, também.
domingo, 12 de outubro de 2008
Ser celíaco...
E porque há blogues e blogues. Este, é especial.
Feito com pessoas especiais, para pessoas especiais. Especiais porque são celíacos, isto é, são pessoas com necessidades especiais. São intolerantes ao glúten.
Não podem consumir uma variedade de alimentos que muitas das vezes não damos a devida importância, porque na sua composição contêm glúten.
É um blog que trata de todos os assuntos sobre as necessidades dos celíacos e que informa também todos aqueles que quiserem saber um pouco mais sobre esta realidade de muitos celíacos em Portugal.
Por isso...não percam pitada sobre este novíssimo espaço na blogosfera.
Visitem. Sem espiga
Feito com pessoas especiais, para pessoas especiais. Especiais porque são celíacos, isto é, são pessoas com necessidades especiais. São intolerantes ao glúten.
Não podem consumir uma variedade de alimentos que muitas das vezes não damos a devida importância, porque na sua composição contêm glúten.
É um blog que trata de todos os assuntos sobre as necessidades dos celíacos e que informa também todos aqueles que quiserem saber um pouco mais sobre esta realidade de muitos celíacos em Portugal.
Por isso...não percam pitada sobre este novíssimo espaço na blogosfera.
Visitem. Sem espiga
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Da Ponte...
Quando olho da ponte para a frente, lembro-me de ti. Lembro-me dos beijos que trocámos cumplicemente, dos afectos tornados únicos, das bocas desejando que o tempo parasse, e que aquele momento se eternizasse para toda a vida. Lembro-me, como se fosse hoje. Lembro-me porque não tiro da frente a fotografia que tirámos juntos nesse dia. Quis o dia acabar mais cedo, a noite mais cerrada. Quis as horas serem dias, os dias em anos. A fotografia nunca a tirei. Quis tirar tudo de mim o quanto de ti havia. Mas nem tudo consegui tirar. Esta lembrança, não consigo.
Queria poder tirar, saber tirar, mas não consigo. Não sei se consigo.
O tempo é tão relativo, para uns são apenas dias, para outros nem isso…
Para mim, tu já me conheces, levo sempre muito tempo, demasiado tempo, tu sabes.
Não é fácil esquecer quem amamos, como eu te amei dessa ponte, nesse encontro…o último antes do fim…
Só cometi um erro, apenas um. Fatal.Ter-te beijado, ter gostado, e ter querido mais.
Ter caído no teu doce veneno, vivendo amarrado a ti, como uma aranha amarra uma presa. Enleado nas teias, sem se preocupar com o futuro. Mas juro, juro que não me preocupava. Vivia do amor que por ti sentia.
Sempre que olho da ponte, lembro-me desse dia. Dos teus beijos, das tuas carícias, do teu cheiro, da tua pele, dos teus cabelos, do teu sorriso…
De tudo a que a ti pertencia.
Tinha te beijado nessa mesma ponte, num final de tarde. O sol já raiava.
Beijei-te e beijei-te o quanto pude, enquanto o sol me deixou, enquanto a noite não chegava. Enquanto não partias.
Nunca mais me esqueci. Abraçaste-me tão intensamente, que ainda hoje me recordo.
Foste a única mulher, que amei em cima de uma ponte.
Dedicado a uma amiga, a quem tinha prometido uma prosa.
Queria poder tirar, saber tirar, mas não consigo. Não sei se consigo.
O tempo é tão relativo, para uns são apenas dias, para outros nem isso…
Para mim, tu já me conheces, levo sempre muito tempo, demasiado tempo, tu sabes.
Não é fácil esquecer quem amamos, como eu te amei dessa ponte, nesse encontro…o último antes do fim…
Só cometi um erro, apenas um. Fatal.Ter-te beijado, ter gostado, e ter querido mais.
Ter caído no teu doce veneno, vivendo amarrado a ti, como uma aranha amarra uma presa. Enleado nas teias, sem se preocupar com o futuro. Mas juro, juro que não me preocupava. Vivia do amor que por ti sentia.
Sempre que olho da ponte, lembro-me desse dia. Dos teus beijos, das tuas carícias, do teu cheiro, da tua pele, dos teus cabelos, do teu sorriso…
De tudo a que a ti pertencia.
Tinha te beijado nessa mesma ponte, num final de tarde. O sol já raiava.
Beijei-te e beijei-te o quanto pude, enquanto o sol me deixou, enquanto a noite não chegava. Enquanto não partias.
Nunca mais me esqueci. Abraçaste-me tão intensamente, que ainda hoje me recordo.
Foste a única mulher, que amei em cima de uma ponte.
Dedicado a uma amiga, a quem tinha prometido uma prosa.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
À espera...
Há um quadro à espera...
Há um quadro à espera de ser pintado.
Há um quadro à espera de ser preenchido.
Há um quadro à espera de ser completado.
Há um quadro à espera de ser montado.
Há um quadro à espera de ser mexido.
Há um quadro à espera de ser vendido.
Há um quadro à espera de ser explicado.
Há um quadro à espera de ser roubado.
Há um quadro à espera de ser pretendido.
Há um quadro à espera de ser colorido.
Há um quadro à espera de ser acinzentado.
Há um quadro à espera de ser invejado.
Há um quadro à espera de ser avaliado.
Há um quadro à espera de ser apreciado.
Há um quadro à espera de ser nascido.
Há um quadro à espera de ser renascido.
Há um quadro à espera de ser vivido.
Há um quadro à espera de ser socorrido.
Há um quadro à espera de ser socorrido.
Há um quadro à espera de ser mantido.
Há um quadro à espera de ser levado.
Há um quadro à espera de ser falado.
Há um quadro à espera do seu destino.
Há um quadro à espera do seu menino.
Há um quadro à espera de ser amado.
Há um quadro à espera de ser odiado.
Há um quadro à espera de ser usado.
Há um quadro à espera de ser mendigado.
Há um quadro à espera de ser exportado.
Há um quadro à espera de ser importado.
Há um quadro à espera de ser verdade.
Há um quadro à espera de ser mentira.
Há um quadro, à espera de ser,
o que ainda não foi...
Há um quadro à espera de ser pintado.
Há um quadro à espera de ser preenchido.
Há um quadro à espera de ser completado.
Há um quadro à espera de ser montado.
Há um quadro à espera de ser mexido.
Há um quadro à espera de ser vendido.
Há um quadro à espera de ser explicado.
Há um quadro à espera de ser roubado.
Há um quadro à espera de ser pretendido.
Há um quadro à espera de ser colorido.
Há um quadro à espera de ser acinzentado.
Há um quadro à espera de ser invejado.
Há um quadro à espera de ser avaliado.
Há um quadro à espera de ser apreciado.
Há um quadro à espera de ser nascido.
Há um quadro à espera de ser renascido.
Há um quadro à espera de ser vivido.
Há um quadro à espera de ser socorrido.
Há um quadro à espera de ser socorrido.
Há um quadro à espera de ser mantido.
Há um quadro à espera de ser levado.
Há um quadro à espera de ser falado.
Há um quadro à espera do seu destino.
Há um quadro à espera do seu menino.
Há um quadro à espera de ser amado.
Há um quadro à espera de ser odiado.
Há um quadro à espera de ser usado.
Há um quadro à espera de ser mendigado.
Há um quadro à espera de ser exportado.
Há um quadro à espera de ser importado.
Há um quadro à espera de ser verdade.
Há um quadro à espera de ser mentira.
Há um quadro, à espera de ser,
o que ainda não foi...
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