Se o meu último refúgio foi no teu peito,
Nos teus beijos, no calor das tuas palavras,
No carinho e no amor que por mim nutrias
De palavras ardentes
No nú corpo quente, jaziam.
Cinzas, cinzas de paixão,
Cinzas de ilusão,
Cinzas de amor
Cinzas de rancor
De dor…
De saber que és mulher, e mais do que isso,
De seres,
Muito mais do que isso.
Nesse teu corpo delgado,
Nascido do berço da Lua,
Filha, dum sorriso do Sol
Olhas com indeferença
Quem por ti passa e te admira.
Cada poro do teu corpo, transformado em desejo
Veneno. Doce bebereijo.
Oh doce glória,
Oh amor sem história.
Fui rei, fui mendigo, pedinte sem hora
Do amor que jaz agora.
Vem, traz-me amor sem glória.
Profana vontade
Morre,
Moribunda no coração destroçado.
Vive,
Em memórias da juventude.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
(Que nome lhe dou?)
Quebro na música do corpo
Sons que o silêncio não traz
Músicas que não sei ouvir
Derramo lágrimas que não sei bem porquê
Nem sei bem porque as choro.
Disse muitas vezes que esta noite seria a última.
Amanhã, talvez…
Trago-te nas músicas
Num talvez
Num amanhã que foi hoje
Num hoje que foi ontem
Lembranças de beijos falados
De conversas em letras de Amor
De perfumes em artigos usados.
Deixo-me ir no balanço da música
Que a Morte na porta por mim espera.
O Amor nem sempre espreita,
Deixa um aviso.
Sons que o silêncio não traz
Músicas que não sei ouvir
Derramo lágrimas que não sei bem porquê
Nem sei bem porque as choro.
Disse muitas vezes que esta noite seria a última.
Amanhã, talvez…
Trago-te nas músicas
Num talvez
Num amanhã que foi hoje
Num hoje que foi ontem
Lembranças de beijos falados
De conversas em letras de Amor
De perfumes em artigos usados.
Deixo-me ir no balanço da música
Que a Morte na porta por mim espera.
O Amor nem sempre espreita,
Deixa um aviso.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
...Ti
Oiço os conselhos da noite,
Falamos de ti.
Paro para pensar em ti.
Deixo-me ir para outras paragens.
Recordo-me do que já passei.
Sinto que sim,
Digo que não.
Não quero mais falar de ti.
Quero partir para longe
Ter mil recordações sem ti,
E nenhuma sem valor
Das que tenho de ti.
Deixa-me partir
para longe de ti.
Falamos de ti.
Paro para pensar em ti.
Deixo-me ir para outras paragens.
Recordo-me do que já passei.
Sinto que sim,
Digo que não.
Não quero mais falar de ti.
Quero partir para longe
Ter mil recordações sem ti,
E nenhuma sem valor
Das que tenho de ti.
Deixa-me partir
para longe de ti.
No princípio...
Sabes que sim,
sabes que quando falo,
Oiço o que as palavras me dizem.
Escuto aquilo que me ensinam.
Aprendo a saber o que me têm para dizer.
Os sons que tenho a imitar,
As palavras que os lábios saberão dedilhar.
Juntando sons, poemas, e palavras
Para saber aprender a cantar.
sabes que quando falo,
Oiço o que as palavras me dizem.
Escuto aquilo que me ensinam.
Aprendo a saber o que me têm para dizer.
Os sons que tenho a imitar,
As palavras que os lábios saberão dedilhar.
Juntando sons, poemas, e palavras
Para saber aprender a cantar.
domingo, 22 de junho de 2008
No teu peito...

foto: Bepa
Do teu peito, encontro alimento
No teu peito, encontro fantasias
Encontro firmeza e homogenia
Cor, textura, noites de magia.
Do teu nome, não me lembro…
Tenho uma ideia da cor dos teus cabelos,
A cor da tua pele, o sabor do perfume do teu corpo.
Sei ainda, fechando os olhos, os contornos da tua boca.
Mas do teu nome não me lembro.
Lembro-me do que me dizias,
das promessas que me fazias.
Como à noite me enganavas,
Como o Sol engana a Lua.
Mas do teu nome, não me lembro...
Lembro-me,
Da noite em que fiz do teu peito, um poema.
Lembro-me,
Da tua mão na minha…
Da minha na tua...
Mas do teu nome não me lembro...
Do teu nome, não me lembro...
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Rasga-me...

Rasga-me,
Vem, ilude-me com os teus beijos,
Faz-me sonhar que só tu me podes amar
Como eu te amo a ti.
Faz amor, faz sexo,
faz do teu, do meu, o nosso corpo.
Tira-me o pedaço de vergonha,
Morde-me sem teres medo de me perder, estou aqui, porque sou teu.
Rasga-me nas loucuras do teu prazer,
Nas loucuras que não fizeste e pensaste que nunca farias,
mas fizeste.
Arde por dentro,
Ri por fora.
Faz um sorriso maroto,
engana-me, ilude-me,
trás-me a vontade de te ter, toda.
Deixa-me água na boca, quando te vir ao fundo da rua,
ao fundo de um bar, ou da porta da tua casa.
Faz-me sonhar por uns instantes que tu és minha,
E que eu, sou ingénuamente, eternamente, teu,
nem que seja por alguns arfos de prazer...
Nesse dia, foste minha.
Eu, fui só mais um que por ti passaria.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Terra moribunda...
De sapatos rasgados,
Cabelos desalinhados,
O andar descontraído,
Olhos postos no céu,
À procura de alguma coisa já perdida.
Mãos longas e finas.
Gastas do mesmo trabalho.
Não se cansam, nunca do que fazem.
Foi o tempo que as treinou,
Foi a experiência que as mimou.
O sol, o frio, e o calor abrasador,
Moldam as mãos alentejanas.
É pão, vinho, e chouriço,
Alimento dos velhos meninos,
Da cevada e do trigo.
Homens dos tempos antigos.
Por entre terras e planícies,
A terra moribunda,
Pergunta
Se o velho do Restelo,
Ainda lá continua...
Cabelos desalinhados,
O andar descontraído,
Olhos postos no céu,
À procura de alguma coisa já perdida.
Mãos longas e finas.
Gastas do mesmo trabalho.
Não se cansam, nunca do que fazem.
Foi o tempo que as treinou,
Foi a experiência que as mimou.
O sol, o frio, e o calor abrasador,
Moldam as mãos alentejanas.
É pão, vinho, e chouriço,
Alimento dos velhos meninos,
Da cevada e do trigo.
Homens dos tempos antigos.
Por entre terras e planícies,
A terra moribunda,
Pergunta
Se o velho do Restelo,
Ainda lá continua...
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Vibrações...
Vibra, vibra quando te toco
Vibra quando te chamar,
Vibra quando te digo...
Vibra o corpo, a pele, e a boca.
Vibra,
Quando sentires os meus braços nos teus.
Vibra,
Quando sentires a minha pele beijar a tua.
Vibra,
Quando a minha boca tocar na tua.
Vibra, quando estiveres a pensar em mim.
Vibra, enquanto te estiver a escutar.
Vibra, quando te chatear.
Vibra, quando te irritar,
Vibra, quando te aborrecer.
Vibra,
enquanto sentires.
Sente,
enquanto vibrares...
Vive,
enquanto souberes amar.
Vibra quando te chamar,
Vibra quando te digo...
Vibra o corpo, a pele, e a boca.
Vibra,
Quando sentires os meus braços nos teus.
Vibra,
Quando sentires a minha pele beijar a tua.
Vibra,
Quando a minha boca tocar na tua.
Vibra, quando estiveres a pensar em mim.
Vibra, enquanto te estiver a escutar.
Vibra, quando te chatear.
Vibra, quando te irritar,
Vibra, quando te aborrecer.
Vibra,
enquanto sentires.
Sente,
enquanto vibrares...
Vive,
enquanto souberes amar.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Sou...
...o ar que trilha os teus caminhos,
Os pés que guiam o teu coração.
Sou a esperança sem ter medo,
Do medo que tens em caminhar.
A viagem que ainda não percorreste,
O fim do caminho que não alcançaste
Sou quem tu sonharás, mas nunca me verás.
Sou brisa que toca no peito,
A palavra que te ilumina,
A mão que te afaga o cabelo,
O beijo que te abraça o corpo.
Os pés que guiam o teu coração.
Sou a esperança sem ter medo,
Do medo que tens em caminhar.
A viagem que ainda não percorreste,
O fim do caminho que não alcançaste
Sou quem tu sonharás, mas nunca me verás.
Sou brisa que toca no peito,
A palavra que te ilumina,
A mão que te afaga o cabelo,
O beijo que te abraça o corpo.
sábado, 31 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Cheiros...
...de Verão, Inverno, Outono e Primavera.
Cheiros intensos e coloridos,
Outros, mais frios e desenchabidos.
Uns mais atrevidos, dias sim, dias não,
Vem chuva.
Árvores sem pele, nem fruta.
Ruas, cobertas em lençóis de folhas moribundas.
Dias solarengos, tardes norteadas, noites desertas.
Cheiros de Verão, Outono, Inverno e Primavera.
Cheiros assim, nada iguais.
Estranhos, outros tais
Em ternos abraços volvidos,
Uns dias sim, uns dias não...
Cheiros intensos e coloridos,
Outros, mais frios e desenchabidos.
Uns mais atrevidos, dias sim, dias não,
Vem chuva.
Árvores sem pele, nem fruta.
Ruas, cobertas em lençóis de folhas moribundas.
Dias solarengos, tardes norteadas, noites desertas.
Cheiros de Verão, Outono, Inverno e Primavera.
Cheiros assim, nada iguais.
Estranhos, outros tais
Em ternos abraços volvidos,
Uns dias sim, uns dias não...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Desafio aceite...
O desafio foi feito pela minha querida e grande, grande amiga Susaninha, e como prometi, aceitei o desafio, e desafiei-me a mim próprio, a gastar algum do meu tempo, e alguma massa cinzenta, da pouca que me resta, para responder ao questionário proposto. (Minha querida Susana, é com prazer que respondo e não, não é perda de tempo. Estava só a brincar.) Vamos lá então...
Porque é que tens um blog?
Olha, tenho um blog porque era uma necessidade que tinha em divulgar os meus pensamentos, uma forma de mostrar um outro "Miguel" desconhecido pela maior parte das pessoas e manter assim uma quase "dupla identidade". Tive outros blogs, mas entretanto ou fecharam porque a necessidade de escrever algo mais pessoal, como este, era o que mais me interessava, e era essa a razão porque as pessoas iam ler os blogs, e queria descolar também a imagem de uma pessoa demasiado séria, e mostrar a imagem daquilo que sou na realidade. Alguém com sentimentos, que ri, que chora, que tem as suas fraquezas, os seus momentos de felicidade, que tem desgostos amorosos, mas que tem sempre, felizmente sempre, pessoas com quem partilhar todos estes momentos através da poesia.
Porque segues o blog que te lançou o desafio?
Sigo, por duas simples razões:
A 1ª porque é de uma pessoa, de uma mulher, por quem nutro uma grande amizade, e um carinho muito grande.
E depois, porque o blog tem sempre coisas tão bem escritas, tão bem estruturadas, tão bem pensadas, que é irresistivel, negar o quer que seja. (Nem tudo, mas vá...)
A sério, sigo por duas palavras que definem o blog e a pessoa ao mesmo tempo:
Honestidade de sentimentos e transpira de Intelectualidade Introspectiva. (Isto existe? Se não existir...passa a existir!)
Passar este desafio a outros bloguistas...
Desafio, todos os que ficam cá pelo menos 2 a 3 segundos, e aqueles que ficam a olhar para as mamocas das senhoras que ponho no blog(são fotografias artisticas, oh seu bando de depravados!), e a todos aqueles que vêm espreitar o que cá se vai escrevendo, umas vezes melhor, outras vezes, assim-assim.
Porque é que tens um blog?
Olha, tenho um blog porque era uma necessidade que tinha em divulgar os meus pensamentos, uma forma de mostrar um outro "Miguel" desconhecido pela maior parte das pessoas e manter assim uma quase "dupla identidade". Tive outros blogs, mas entretanto ou fecharam porque a necessidade de escrever algo mais pessoal, como este, era o que mais me interessava, e era essa a razão porque as pessoas iam ler os blogs, e queria descolar também a imagem de uma pessoa demasiado séria, e mostrar a imagem daquilo que sou na realidade. Alguém com sentimentos, que ri, que chora, que tem as suas fraquezas, os seus momentos de felicidade, que tem desgostos amorosos, mas que tem sempre, felizmente sempre, pessoas com quem partilhar todos estes momentos através da poesia.
Porque segues o blog que te lançou o desafio?
Sigo, por duas simples razões:
A 1ª porque é de uma pessoa, de uma mulher, por quem nutro uma grande amizade, e um carinho muito grande.
E depois, porque o blog tem sempre coisas tão bem escritas, tão bem estruturadas, tão bem pensadas, que é irresistivel, negar o quer que seja. (Nem tudo, mas vá...)
A sério, sigo por duas palavras que definem o blog e a pessoa ao mesmo tempo:
Honestidade de sentimentos e transpira de Intelectualidade Introspectiva. (Isto existe? Se não existir...passa a existir!)
Passar este desafio a outros bloguistas...
Desafio, todos os que ficam cá pelo menos 2 a 3 segundos, e aqueles que ficam a olhar para as mamocas das senhoras que ponho no blog(são fotografias artisticas, oh seu bando de depravados!), e a todos aqueles que vêm espreitar o que cá se vai escrevendo, umas vezes melhor, outras vezes, assim-assim.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Fugir...
Quero fugir de ti,
nos meus pensamentos,
Libertar-me das tuas amarras.
Aprisionado a um amor
que não é meu,
Que nunca foi meu.
Fui, sempre teu.
Tu, nunca foste minha.
Foste sempre de outro alguém,
que não eu.
Fujo de ti,
de mim.
De tudo o que me lembra de ti.
Desde a tua boca,
Aos teus beijos,
Da tua respiração,
Aos centímetros do teu corpo,
na memória dos meus olhos.
Quero fugir do sonho,
Acordar na realidade.
Fugir de ti,
Sair de ti,
Abrir os olhos,
E saber um dia,
Acordar em mim.
nos meus pensamentos,
Libertar-me das tuas amarras.
Aprisionado a um amor
que não é meu,
Que nunca foi meu.
Fui, sempre teu.
Tu, nunca foste minha.
Foste sempre de outro alguém,
que não eu.
Fujo de ti,
de mim.
De tudo o que me lembra de ti.
Desde a tua boca,
Aos teus beijos,
Da tua respiração,
Aos centímetros do teu corpo,
na memória dos meus olhos.
Quero fugir do sonho,
Acordar na realidade.
Fugir de ti,
Sair de ti,
Abrir os olhos,
E saber um dia,
Acordar em mim.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Vidas...

foto: Pascal Renoux
Abre-se uma porta
Num caminho sem fim,
Uma janela aberta,
Abraçada a um raio de sol.
Fecha-se a boca,
Os olhos e o coração.
Fecham-se os pensamentos.
Abre-se a mão, a tudo, de tudo
Por uma nova página.
Abre-se novamente uma porta,
Uma nova história,
uma nova página.
Pensamentos,
e o coração.
Abre-se um novo caminho,
Para uma nova janela
E abraçar,
um raio de sol.
domingo, 11 de maio de 2008
Amanhã...
Não tenho vontade
nem tempo
Nem paciência
Não tenho nada para escrever
De momento
Aqui.
As Horas, passam a dias
Os dias, passam a semanas,
As semanas, em dúvidas retóricas.
Tudo vai continuar igual a si mesmo.
O sol brilhando, a lua espreitando...
Os dias iguais a si mesmos.
Amanhã,
é mais um dia.
nem tempo
Nem paciência
Não tenho nada para escrever
De momento
Aqui.
As Horas, passam a dias
Os dias, passam a semanas,
As semanas, em dúvidas retóricas.
Tudo vai continuar igual a si mesmo.
O sol brilhando, a lua espreitando...
Os dias iguais a si mesmos.
Amanhã,
é mais um dia.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)