terça-feira, 8 de setembro de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

Digo...

Digo que não,
Digo que sim,
Mas não.
Não consigo disfarçar a tristeza com mil cores
Nem enganar a quem amo com um sorriso apenas.
Quero gritar e dizer que te amo. Mas não.
Não posso. E nem quero.
És feliz como és. E és feliz com quem estás.
Só isso é que importa.
Se fosse o amor justo,
Estavas tu comigo e não sozinho.
Mas isso…era se eu fosse egoísta.
O que não sou. Se fosse…
Era diferente. Mas não sou.

Queria dizer que sim,
Mas na verdade, não é.
É assim a vida, não é?

sábado, 29 de agosto de 2009

Passos...

Amei quem não me amava.
Fizemos sexo.
Amei quem não me amava.
E fizemos sexo.
Amei quem não me amava.
Era paixão que se esfumava, platónica.
Ficámos amigos, ela não sabe.
Se sabe, desconfia.
Amei quem não me amava.
Se o fizessemos era amor.

Amei e fui amado.
Beijei e roubei.
Beijos, a uma que nunca mais falarei.
Houve um dia,
que me amaram como eu amei.
Mas aí,
ainda eu não sabia nada do que era,
O amor.

sábado, 8 de agosto de 2009

Apetecia-me...

...desaparecer e nunca mais ser visto, encontrado, nem divulgado.
Anónimo, sozinho, perdido.
Cambuleando pelos quatro cantos do mundo, e descobrir o Mundo.
Aprender mais do que sei hoje, e descobrir que ainda nem aprendi metade do que me ensinaram do que aprendi por onde passei.
Aprender, desaparecer e renascer.
Em mil formas o desejo de ser, Eu.

Resumindo e concluíndo. Férias.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Diferente...

Aqui, a vida é outra. É diferente.
A vida é diferente. O clima é diferente. O nascer e o pôr-do-sol são diferentes. Todos os dias. As pessoas são diferentes, as amizades são diferentes, até o amor é vivido de forma diferente.
Aqui, tem-se tempo para pensar. Tempo para viver. Tempo para respirar e voltar a pensar.

O tempo é relativo. O que importa é se ao sermos diferentes construímos algo positivo.
E isso, é bem mais importante do que o dinheiro ou ambições. Muito mais do que cargos ou poder.

O que aprendi sobre este pedaço de céu na terra, mesmo com todos os seus defeitos, é que fui abençoado, por nascer, e por viver, neste lugar. Olhar pela janela e ver um nascer e um pôr-do-sol...Únicos.

domingo, 2 de agosto de 2009

"E se Amanhã..."

Verão...

Tal como o Verão, O
Teu corpo e o meu ardem flamejando
O desejo de uma noite.
E no fim, uma Brisa que acalma a pele,
Que beija o espírito, que abraça o corpo
Com vontade de outras noites,
De outros desejos, ansejos, e anseios
De outra(s) noite(s) de Verão.

domingo, 19 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Há Provérbios...

"Não desço a Escadaria
Da minha Sabedoria
Ao patamar da tua Ignorância.

E deixo Rolar sobre
Os carris da minha Indiferença
A tua Insignificância."

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Fim...

Chegaste ao fim.
Ao fim da linha,
Ao fim da rua,
Ao fim da Estrada,
Ao fim do Caminho.
Ao Fim...
de Ti.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lua...

Se a doce e melancólica noite dissesse o teu nome,
Lua, minha eterna amante,
Que ocupas o meu coração de abraços sem fim
e a boca de segredos confessados.

Se te quero...bem sei que sim.
Bem sabes que sim.

Encostar o teu lado mais brilhante
iluminando a minh'alma de desejos
O maior, o de ter a meu lado,
O teu lado, na minha cama,
em casa, no chão ou no chuveiro,
benzendo o amor que fazemos.
Porque o Amor, quando verdadeiro,
é bem-vindo, benzido,
e num beijo
selado.

Virgem Suta...

...O melhor que se faz aqui...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A estas Horas...

...O sol está radiante.
Sabe bem estar na esplanada...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Morte de Um Rei...

...deixou-nos grandes músicas...
A minha preferida.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ao ver-te...

Eu soube logo
que não ia desistir de ti
Bem sei que sim.
O pôr-do-sol também.

Olhaste para mim e eu,
sorri.
Deste-me um beijo. E eu ali,
morri.

terça-feira, 16 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Primavera...

Durmo com um pano
que guarda lembranças
de uma tarde primaveril.
Terna e doce manhã,
Tarde brusca e ventosa.
Final de tarde quente e fogosa.
Era a face da minha namorada...
que nunca esqueci.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Conversas a Dois...

Brevemente, vamos ter uma conversa...a dois.

"Diz A verdade..."

quarta-feira, 3 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Custou, mas foi...

Tinha este projecto pensado já a algum tempo, mas que só agora é que o pude realizar. É um projecto amador, mas não é isso o mais importante. O que interessa afinal, são as imagens e o que elas podem transmitir a cada um de nós...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tens medo...

Tenho medo, de morrer,
De ficar pobre, e morrer sozinho.
Tenho medo da solidão
como o vazio de uma vida.

Tenho medo de amar e ser amado.
Tenho medo de ser amado,
porque não sei amar
quem não amo.

Queria saber mentir,
mas não sei fingir.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

É Amor...

Saber que duas mãos se tocam
Que duas lábios se beijam
Que cada beijo arde no corpo
O desejo que te quer mais um pouco.
É loucura respirar o mesmo ar
E querer ter-te por inteira,
sabendo que nunca seremos de ninguém
Por inteiro.

Saber que um beijo não é só um beijo
Que um olhar não é só um olhar.
Que uma noite nunca é uma noite
Que um abraço nunca é só uma despedida
Que tudo que não é pensado, é apenas fruto de um impulso...
Amor, é...
Ardente e pecador.

domingo, 24 de maio de 2009

Amores Mortais...

Ainda bem que vos fui útil em alguma coisa.
Para amar, aprender, confiar.
Compreender, que o amor são dois mais dois.
E que a vida, jamais será a mesma depois.

Refaço-me todos os dias
com as mesmas ilusões
De véus postos, e purpurinas a brilhar.

Episódios tais que com beijos fatais
Me marcaram
De feridas mais
Esses amores mortais.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Aprovações...

"Qualquer pessoa que é boa em qualquer coisa,
fá-la para a sua própria aprovação e não pela de outrém
." Gil Grissom

Nunca se deve fazer o que fazemos, seja o que for que façamos, por aprovação dos outros, mas sim pelo simples e belo prazer egocêntrico, de que somos bons, mesmo muito bons no que fazemos.
Alguns chamam-lhe talento, outros, dom e alguns chamam-lhe predestinados...
A mim parece-me que uma boa base de aprendizagem alguma força de vontade e querer vencer, sempre, é uma boa base de partida para tudo.
Fazer o que gostamos, fazer o queremos, fazer porque queremos fazer, porque nos dá gozo. É saber à partida que é o princípio de Sucesso.
Quantos de nós, somos bons a fazer o que sabemos, e gostamos de o fazer? Não muitos, nem todos gostamos do que fazemos, mas é preciso que alguém o faça. É preciso porque precisamos, é preciso porque necessitamos.
Mas mesmo nestas situações em que é preciso alguém fazer o que se tem de fazer, temos de querer fazer melhor que todos, é preciso fazer sempre melhor hoje, do que fiz ontem e ainda melhor amanhã.
Quando fazemos alguma coisa, para nosso próprio proveito pessoal, então somos melhores do que alguém naquilo que fazemos, porque fazemos para nossa própria aprovação sem esperar nada dos outros. Sem esperar que nos digam que somos bons. Já sabemos que somos...bons.

terça-feira, 21 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Memórias...

Não conhecia, não sabia, nem fazia ideia que existiam blogs, como este, que me foi dado a conhecer para aprender alguma coisa sobre Portugal, sobre a história de Portugal, sobre os jovens, sobre tudo.
Recomendadíssimo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

"Quem me dera..."

Quem me dera saber sorrir,
Quem me dera saber
o que te faz sorrir,
Quem me dera saber
A tua vida e a minha.
Quem me dera saber…

Quem me dera saber fazer-te sorrir,
Quem me dera saber sorrir quando sorris,
Quem me dera saber o que te faz feliz.
Quem me dera saber porque és feliz.
Quem me dera saber, porquê?
Quem me dera.

Quis fazer um traço no teu coração e dizer-te que sou feliz
Mas não sou. Quis fazer-te feliz, mas não eras.
Quis fazer-te falta, mas não fiz. Nunca fiz.
Quis estar quando querias estar comigo, mas não estive. Nunca estive.
Quis tanto, mas não pude.

Queria tanto saber o que fazer.
Pensei em escrever,
Um problema para resolver.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Caminhos..."

Vagueias vagabundo, no trilho da vida
Descalço por um instante na corrente dos sonhos,
Percorres teias que não sabes aonde vão dar,
Espreitas por onde querias ir e não podes alcançar.
Cortas, rasgas, feres e não consegues chegar.
Choras como um menino,
Dos teu olhos,
os sonhos que não chegaste a tempo E partiram.

Falta Esperar por um novo trilho a ser percorrido,
Uma nova corrente para saber navegar,
Uma nova partida para saber chegar a uma nova chegada.
Um novo caminho para ser descoberto,
Um novo Eu, para Te encontrar...

Vagabundo...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ABRIL...

Antes de tudo começar, antes de tudo se saber,
Brotaram-se segredos e conspirações, Armas e Capitães. Cada um em seu lugar.
Reuniram-se Homens, Mulheres e crianças para ver Portugal renascer.
Independentes, homens de coragem. Sem medo de combater.
Liberdade! Assim dizia o povo.

Ainda diz.
As palavras de ordem d'ontem, são as palavras de hoje.
Os tempos mudam, as vontades também. Mas as palavras ficam.
"Ditadura, nunca mais".
"Democracia e Corrupção, é que não!"

domingo, 29 de março de 2009

Impunidade Cigana...

Tinha de postar isto, porque uma amiga foi agredida face à impunidade dos ciganos que vivem nesta cidade.

"Na minha cidade vivem dezenas de ciganos.
Destes, 99% não cumprem qualquer regra de civismo, educação e higiene.
Alguns andam em carros de alta cilindrada e há também aqueles que se deslocam de carroça e burro.
Apesar dos diferentes meios de locomoção nada mais os distingue.
Os ciganos da minha cidade são temidos pela maior parte da população.
Já tive vários episódios com esta comunidade e hoje tive aquele que espero ter sido o último da minha vida.
Há anos atrás, recordo-me de ir ao mercado quinzenal, onde esta gente abunda, com a minha mãe e com o meu filho mais velho que na altura não teria mais do que 5 anos. Um ciganito deu-lhe uma chapada ao que reagi dando um grito à criança que logo cedo mostrou bem o sangue que lhe corria nas veias. Não olhei À minha volta para pensar que, ao estar no meio deles poderia ter problemas, mas naquele momento aprendi que eles temem quem lhes faz frente.
Anos mais tarde, num supermercado, um cigano velho, enorme, todo vestido de preto e com umas barbas que amedrontava qualquer um, tentou passar-me à frente ao que lhe disse que não permitia isso. Olhou-me nos olhos mostrando todo o ódio que tinha dentro de si, mas não reagiu.
Hoje foi diferente. Hoje constatei que em 15 minutos aprendi mais sobre mim, sobre o comportamento humano e sobre a solidariedade que em muitos anos de vida.
No Pingo Doce fui apenas comprar café, pão e manteiga. À porta reparo que estava estacionada uma carroça. Achei incrível que esta situação fosse possível em pleno século XXI e curiosamente tirei uma fotografia. A passagem pelos corredores foi rápida pois as compras eram poucas e dirigi-me à caixa. À minha frente tinha apenas uma pessoa. Quando estava na minha vez vejo voar-me à frente dos olhos um pack de lenços de papel, olhei para trás e vejo que era uma cigana com alguns 60 anos, com um bebé ao colo, seguida de mais duas mulheres que mais tarde venho a saber que são filhas. Seguro nos lenços de papel e puxo-as para trás dizendo “desculpe mas não passa à minha frente”. E ao virar-me toco-lhe ligeiramente no braço ao que logo me gritou dizendo que a tinha agredido. A família, entre homens e mulheres seriam à vontade 7 ou 8 que logo me cercaram e eu, teimosa, firme e hirta, disse que não tinha agredido e que à minha frente não passava. A rapariga da caixa, tremendo, olhava para mim de lágrimas nos olhos, sem saber o que fazer e eu dizendo para fazer a minha conta. No meio da gritaria à minha volta, do rasgão que tenho no peito quando a velha cigana me puxou o pescoço e das ameaças de morte certo é que não passou à minha frente. A solidariedade dos que estavam nesse momento do supermercado foi louvável, em que até uma senhora com os seus 70 anos, se aproximou para me dizer que ia chamar a polícia foi agredida. Ninguém quis que eu saísse até que a carroça desaparecesse ao fundo da rua. Disseram que me matavam quando me vissem. Disseram que me marcaram e que uma doença má ia recair sobre a minha família. São coisas sem sentido e sem consequência mas a verdade é que se me tivessem apanhado na rua naquele momento, no calor da discussão, era certo que eu não ficava apenas com esta marca no peito.
Foi um acto de coragem disseram todos os que ali estavam. Acrescentaram que se todos lhes exigíssemos respeito nada destas coisas se passavam. Chegada a polícia dei conta do acontecimento. Foram à procura da carroça. Presentemente nem me interessa se os encontraram. Agora, meia hora passada esse momento sei que o meu acto foi inconsciente. Qualquer um deles podia ter-me esfaqueado ali mesmo. Certo é que nunca mais me vou esquecer daqueles rostos e o reverso também é uma realidade." Madalena Palma

segunda-feira, 23 de março de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Estou...

entusiasmado, depois digo-vos porquê.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Por vocês...

Hoje tinha de ser. Por força de quem me quer bem, por força de quem se preocupa comigo. Por quem acredita no poeta que existe, aqui. Os tempos não são fáceis e a paciência para escrever, ainda menos. Mesmo assim, faço-o pela Susana, pela "Sol"(ange), pela minha irmã, e por todos aqueles que acreditam em mim. Se me perguntaram porque é que não escrevo ou porque é que estou assim, só vos posso dizer que não sei. Estou a tentar encontrar-me e descobrir-me. Está a ser difícil. Nunca nada é fácil, e nada se faz sem lutar. E é isso que já é difícil, lutar. Não quero parar de lutar, mas quando somos só um a lutar contra tudo o que venha a ter connosco, aí, o peso do mundo é outro. É maior e mais pesado. É angustiante e mais dificil de respirar o ar e pensar.

Obrigado a elas.

"Quando penso que já não tenho armas pra lutar,
Quando as forças me faltam e não me consigo levantar,
Oiço lá ao fundo, vozes de quem grita vitória, ou luta a morrer.
São vocês, sem saber, minhas armas pra lutar, os escudos que vou precisar.
Para a liberdade, viver.
Saborear a vida e amar."

Esta, saiu-me...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Em cheio...

Este fim-de-semana tive de tudo. Almoço fora de casa, fora das mesmas pessoas a quem nos habituámos a ver todos os dias. Conversas ligeiras, almoço bem disposto, um dia cinzentão, mas perto do mar, pelos cheiros e aromas que se encontravam na mesa. Deu tempo para tirar umas fotos que já há muito que ansiava fazer, e um jantar recebido de braços abertos, e porque nunca se diz nunca a um convite, especialmente quando é por pessoas que já fazem parte da família, pelos anos de convivência, pelos anos de amizade dedicados às pessoas que se tornaram assim, parte de nós, parte da nossa própria família.
Agora para terminar o fim-de-semana em cheio, só falta o meu arqui-inimigo, SLBenfica, ganhar no Dragão, ao carrancudo Jesualdo Ferreira, e à sua arrogante equipa do FCPorto. Esperar que não haja casos de "apitos", e que naturalmente o meu Sporting, vença por uma margem...agradável a um Sporting de Braga, que é uma das melhores equipas deste campeonato, graças e tenho de ser justo, a um treinador que merece dar o salto para um clube de maior dimensão. E o vosso? Foi/Está a ser bom?

P.S. - Só tive pena de não ter ido ao ALLgarve, nem ter ido a Lisboa como queria, mas a vida é mesmo assim. Cheia de contratempos...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

E porque é fim-de-semana...

fiquem com mais este...

Bom Fim-de-semana!

"Where is my mind"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Açorda...

Há dias, como o de ontem à noite, que nos fazem pensar naquilo que é mais importante. De como a vida é curta e temos que valorizar aqueles pequenos momentos com as pessoas de quem mais gostamos e admiramos. Só hoje compreendi o sentido. E olhem que não foi da açorda...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Aniversários...

Dizem que ao festejarmos mais um ano de vida, perdemos um ano, mas ganhamos mais, porque ficamos mais sábios. Concordo. Ganhamos mais um ano porque se sauda a vida, seja em que idade for. Perdemos, porque ficamos mais velhos e aproximamo-nos daquela, que vai ser a nossa companheira para a eternidade. A velha e longínqua morte.
É assim todos os anos. Parabéns, uma fatia de bolo, um "flute" de champanhe ou espumante (para os pobres, como eu), e lá se passou mais um ano de vida. De tudo o que ganhamos e perdemos, a certeza, é que ganhamos mais do que perdemos, nem que seja as quinhentas e tal calorias.

sábado, 24 de janeiro de 2009

A mala das mulheres, é um mundo.

Se existe qualquer coisa que é dificil de se encontrar, experimentem a mala das mulheres. Lá, contêm toda uma panóplia de artigos de beleza, a cartões com numeros de telefone, perfumes, escovas, pastilhas, canetas, dinheiro, chaves, fotografias, mp3, telemóveis, e um sem número de outras coisas que nem me lembro porque são tantas, as coisas que uma mala de uma mulher contém, que é um mundo por descobrir. Aonde é que elas vão buscar aquilo tudo? E para quê, aquilo tudo? Vai servir-lhes para alguma coisa? Ok...já sei que vão dizer-me que não percebo e que como sou homem, não consigo atingir o conceito de mala de uma mulher. Tudo bem. Aceito isso. Mas será que é mesmo necessário tanta tralha? Qual coisa insignificante como um papel que nós homens, não damos valor, porque não passa disso mesmo. De um papel. Para as mulheres, é muito mais do que isso. É mais do que um simples papel enfiado numa pequena abertura de um fecho da mala. É um papel que é de um dia importante para elas, que tem um significado tal que mesmo que seja velho e gasto, é visto por elas como importante, seja lá isso o que for.
Coisas de mulheres, vá se lá perceber...! Nem vou tentar. Mas que é confuso tudo o que transporta uma mala de uma mulher, isso é. É um mundo novo para os homens, que mais vale manter na ignorância.

"I Really Want You"


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Obama's Day

Ontem, a América renasceu. E o mundo, também... Um bocadinho, vá.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Resposta...

A vida não tem de ter um significado exacto e definido pela razão. É vida, porque é inconstante, porque muda como as estações do ano. E assim são as mentiras. Vão e vêm como o vento sopra.
As mentiras se existem têm que ter alguma utilidade. Se, no exemplo proposto aos leitores, achares que é assim que defines as mentiras...muito bem estou de acordo. Plenamente de acordo. As mentiras têm muitas formas, têm dor, prazer e saudade...
Há mentiras de muitas cores e feitios.
Há mentiras que de tanto serem mentira se se acredita que na verdade, são verdade aos nossos olhos.
E há mentiras que irão ser sempre, independentemente do que digamos, verdade.
E para finalizar. Há verdades que são tão belas mentiras que achamos que são verdade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Preçário do Amor...

Fizeste do frio, arma de arremesso.
Embalaste na tua mão uma ferida que o coração não sabia.
Fizeste-o novamente quando menos queria,
quando menos pensava que assim seria.
Antes de te saber saborear,
Antes de te saber viver,
Antes de te saber amar,
Antes de te saber sentir.

Nos teus lábios carnudos, saúdo a vida.
No teu corpo respiro, a vida,
Sem agradecer, os momentos ao te ter.

(Que)
Sem saber que o Amor não tem preço ao viver.
Tem vida,
Luz e
Euforia,
Tem música, letras e canções.
Tem beijos, suores e sensações.
Tem palavras,
Poesia e postais.
Tem sorrisos,
Tem lágrimas tais iguais a muitas mais...
Tem tudo o que se possa imaginar.

Esqueceste-te simples mortal
que tudo o que o Amor tem,
Tem um preço ao viver.
Sabias??

sábado, 27 de dezembro de 2008

Promessa...


foto: Matteo Bartolio

Nas mãos, um doce roubado, um perfume etéreo.
Na pele jovem, um cheiro só teu, único.
Aquele que só eu sei qual é,
E que só tu sabes que eu gosto.
Nas minhas mãos, uma breve carícia, um beijo pecador.
Uma noite só nossa, proibida aos deuses.
Uma promessa prometida aos homens...

Bilhete...


foto: Cergey Matveev

Beija a chuva como quem beija um amante
Beija e deixa vir os sonhos, escorrer pelos dedos, e nas mãos os suores, os odores do amor,
De bocas sufocadas de ar que já não têm,
De corpos que já se conhecem, de carícias que já se trocaram,
De línguas que já se tocaram.
Beija forte e doce
Beija doce e duro penetra na vida ao amar, quem te ama.
Beija e deixa durar mais algum tempo, até fazer noite.
Até a noite ser dia. Até o dia fazer frio. Até a noite voltar para nos abraçarmos novamente ao Amor.

A música...

...do momento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Todos Juntos...

Fomos à Discoteca mais "in" da altura, "AlterNative" era o nome. Um Dj com boa pinta, musculado e sorriso Trident, brinquinho à Cristiano Ronaldo como se fosse moda, normal, e mais do que usual. Odeio e faz-me impressão. Mas isso, sou eu. Cheio. Não se podia respirar, nem usar muito os braços ou as pernas para dançar, quanto muito, dois pulinhos aqui, dois pulinhos ali, e já era muito. Era "in", porque era novo, moderno, e muito...mais animado que os outros, poucos, que ainda temos. Bêbados, jovens de borbulhas, Quarentões, Trintonas, Solteiros e Casados tudo ao molhe e fé em quem conseguir se safar. É o que mais reinava por aquelas bandas. Um bar cheio deles e delas, de mulheres à procura de uma noite de loucura e de homem ávidos de 15 minutos numa casa de banho, trancados com alguma mulher, desesperada por alguém que lhe apaga-se o fogo que a consumia. Breve inferno tornado em Céu. 5 minutos. Bastaram 5 minutos para que a vontade carnal se transforma-se em arrependimento e lágrimas. Um homem feliz, uma mulher perdida em desejo, e depois o arrependimento. Moral: Nunca faças nada, numa casa de banho de uma Discoteca, são imundas.
... (Termino amanhã...)

domingo, 7 de dezembro de 2008

sábado, 29 de novembro de 2008

Memories...

Nunca soube o que fui para ti. O que fui? O que sou? És capaz de me o dizer?
Esqueceste-me? Perdeste-me nas tuas memórias? Lembraste das juras que te fiz?
Recordas-te dos beijos que trocámos? Das noites que não te deixei dormir? Das mensagens que te mandei? Das noites que não dormi, por ti. Por mim.
De tudo o que perdi, porque vivi pensando em ti.

Não sabes o que é acordar e não estares ao meu lado, do meu lado. O teu cheiro no meu peito, a tua voz no meu ouvido, os teus cabelos na minha boca. Queria tudo de volta. De novo. Mas não desejo, nem quero, o mesmo sonho de ontem, igual ao de amanhã.

Deitei fora tudo o que tinha. De ti, de mim, de nós.
As juras, as promessas, e as ilusões.
As noites sem dormir,
os dias perdidos a pensar em ti.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

"Warwick Avenue..."

À Noite...

(Continuação de "Nas Escadas...")

Fui buscar-te a casa, como sempre. Saímos, para ir beber um café. Tu, bem produzida, filha da beleza, ou dos meus olhos que assim te vêem. De mãos dadas, conversámos sobre tudo, sobre nada. Entrámos no café, que já nos habituámos a ir, não sei bem porquê, não sei bem como. Vamos, porque é o mais perto e onde mais gente vai, casais, como nós, à procura de um conforto no perfume de um café, ou nas faces dos outros, assim, como nós, enamorados. "Será?" Penso eu, para mim.
Trocámos olhares e beijos, beijos e olhares. - "Boa noite, café?", pergunta o rapaz do café que sempre nos atende. -"Sim, se faz favor. São dois." - "Mas hoje, apetece-me um chá...um chá de camomila. Pode ser?", disse ela.
-"Então é um café, e um chá de camomila.", certifica-se o rapaz do pedido.
-"Exactamente.", respondi eu.

Café tomado, chá bebido, fomos a pé até à tua casa. Da tua casa, fomos para o carro, estava um frio de rachar na rua, que nem o calor que emanava das nossas mãos, quebrava o frio do vento de Inverno. Fomos passear, até ao bar mesmo ao pé da casa da Margarida. A Margarida era uma amiga comum. Loira, de corpo escultural, olhos verdes penetrantes e lábios que pediam a um comum mortal, violar o desejo de um deus qualquer. Já ela estava à nossa espera à porta da casa dela. Fomos ter com o
Tiago, namorado dela, amante dos desportos radicais, fanático do Benfica, mas "aquele Nuno Gomes...é que não!", diz ele sempre que o Benfica está a perder.
Todos juntos dentro do carro, falamos do azar do Benfica e da azelhice do Sporting, da sorte do Porto e do Queiróz ser uma uva já mais do que espremida na Selecção.
Elas, claro, reviram e reviram os olhos com as "nossas" conversas. -"Não têm mais nada pa falar?" Sempre a mesma coisa. Falem de coisas mais...interessantes." disseste tu. -" Sim, moços. Falem de coisas mais interessantes." Diz a Margarida reforçando a mesma ideia. -"Então falamos do quê?". De gajas??". Não dá muito jeito falarmos de gajas estando vocês aqui né!" digo eu, meio a brincar.
-"Não, né! Mas podiam falar de outras coisas, que não fosse futebol ou gajas". Diz a Margarida já um bocado aborrecida com a conversa. -"Epa, pronto...falamos do "Barraca Ó bama", diz ele a tentar suavizar o ambiente.
Chegámos ao destino: Bar. Fomos até ao bar do Filipe, e está lá a malta toda. Eles e elas. Já todos com o seu copito na mão e é uma festa quando nos vêem a chegar. (Não preciso de dizer que quando a M. chegou, toda a gente ficou de olhos arregalados. Até houve piropos, elogiando os atributos...físicos). -"Guidinha, foste hoje ao ginásio?". Pergunta o Daniel, muito sério.-" Não, porquê?", responde ela, perplexa.
-" É que tens cá uma peitaça...!" diz ele, já se rindo da resposta que deu e de toda a gente que tinha à volta dele a rir também da maneira cómica como fez a pergunta, e da resposta que obteve. Um valente chapadão.
Não sei bem se tinha pena, ou me ria do que ali se tinha passado...
Dali, a uns copos de Licor Beirão, fomos para a Discoteca. A noite, prometia.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Camões...

Que da Lusitana praia Taprobana,
Vieram aqueles, que mil histórias fizeram
e alcançaram, a glória infame, de se ser Português.
Ao homem que escreveu ao falar, a História de Portugal
e seus feitos alcançados,
lá para os lados da Esperança.

Histórias de ninfas, e imaginações,
Todos por Camões. Homem, sede e mar,
Caneta, amor e Pátria.
Canções, outras mil, de Portugal.
Verte, nome eterno,
Camões, homem de termo incerto.
Na morte ferida,
Repousou, em morada eterna,
Lisboa, sua capital
Moradia: Panteão Nacional.
Camões,
Herói, e poeta.
Não há outro igual,
Só Pessoa, o persegue no final...

"Viva la Vida..."

2...

Quem diria...2 anos. 2 anos que ando a escrever, aqui, neste lugar, neste cantinho só meu, vagueando por letras, poemas e lugares. De histórias, músicas e pensamentos. 2 anos de dúvidas, algumas certezas e ilusões. Porque essas, também existem.
2 anos passaram tão depressa que parece que ainda foi ontem que postei o primeiro post. O primeiro de muitos, uns escritos à mão, como antigamente, outros nem por isso. Vinham e vêm, muitas vezes, como que por magia, na ponta dos dedos, a pedir a cada letra, a cada palavra que a solte para se puder compôr, em linhas poéticas, todas, originais.
A todos. A eles e principalmente a elas, que me leêm, o meu muito obrigado. Porque isto só tem graça se vocês, desse lado, tiverem alguma para me dizer.

Beijos e abraços,
Miguel Almeida

domingo, 2 de novembro de 2008

Nas escadas...

Fiquei à espera, nas escadas do teu prédio que viesses.
A noite estava fria. Como sempre é no Inverno alentejano. Estavas cansada, vinda do trabalho, mas continuavas linda. Olhos semi-cerrados, boca pequena sorridente, corpo cuidado, mãos bem tratadas. Vaidosa.
Vi-te através do vidro do prédio e um sorriso meio forçado saiu. Não quis perguntar porquê, aceitei o beijo que vinha depois, um afago no rosto e uma "boa noite", veio de seguida. Contaste-me o teu dia, os clientes que tinhas aturado, os trocos que não tinhas ou as "boas tardes" que ninguém te dava.
- "É o teu trabalho, é isso que tens de aturar. Não é fácil, mas se precisas de dinheiro é assim que tem de ser".
Sentada o dia inteiro. No mesmo local, a ver o dia a passar, a noite a vir, mil caras a passar sem um "bom dia" para dar, sem uma "boa noite" para oferecer.
Sentámo-nos à porta da tua casa, nas escadas do teu prédio, foram dos melhores 15 minutos que se podem ter. Colados por causa do frio. Lábios beijando outros lábios, dois narizes que se encontram, cheiros que se misturam. É o perfume dos teus cabelos ou o sabor da tua boca.
Olhos levemente fechados. Repetimos várias vezes a mesma poesia ao beijar.
Um breve "até já". Depois de jantar, talvez um café.
- "Se não tiveres cansada, vejo-te nas escadas". - "Beijo".

(To be continue...)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Aborrece-me...

Aborrece-me ficar em casa sem nada para fazer,
Sem ninguém com quem discutir,
Sem nada para ouvir o que queria ouvir.
Sem um programa que me interesse ver,
Sem ter nada para escrever, ou sobre o que escrever.
Principalmente, aborrece-me saber que as pessoas têm razão,
quando dizem que a escrever prosa é muito melhor que a poesia.
Não me chateio, mas aborrece-me porque têm razão. Tens razão.
Aborrece-me perder, o que imaginava ganho.
Aborrece-me ganhar sem saber disfrutar o que ganhei.
Aborrece-me saber que sei muito. Mas o que sei...de nada vale.
Aborrece-me fazer coisas que não sei, aborrece-me porque não as sei. Devia.
Aborrece-me muita coisa...
Aborrece-me, mas já não vou falar nisso. Fica para um outro dia. Para uma outra história.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

Um dia na cidade...

Há histórias que contadas, ninguém acredita.
Já vinha a sair de um lache bem regado quando na rua por onde seguia, o dia ia acabar por ter contornos bem diferentes do final de um dia-a-dia que tantas vezes lhe vi o rosto, os sinais de cansaço de uma cidade onde a velhice é permanente e os momentos de jovialidade já são poucos. Não esperava que de um momento para o outro, o dia se transformasse totalmente. Munido de mp3, de olhos postos na rua e no tempo que fazia, completamente deslocado para outro mundo, o mundo dos sons, fosse interrompido para um outro mais real. Um homem atravessa-se à minha frente, correndo que nem um louco e uma mulher, uma senhora, já com os seus 65 anos, mais coisa menos coisa. "Apanhe-o que é ladrão!" gritou-me ela. "Levou-me a carteira com as chaves de casa". E eu, pensei para comigo, "E agora? Tenho de ir atrás dele?". Num instante, o mp3 foi p'ró bolso das calças, e toca a correr mais rápido que uma bala, mais rápido que um sprint do Cristiano Ronaldo, e corri o mais que pude para o apanhar. Apanhei-o. Estafado, suando, irritado, e isto tudo por causa de uma carteira com uma meia dúzia de notas e umas chaves de casa. Um pobre coitado. Levou com uma sova moral monumental, que nem as pessoas que foram comigo, também para o apanhar, disseram alguma coisa.
Revistei-o, levei-o à "vítima" para lhe pedir desculpa, chamaram as autoridades e logo desapareci. O assunto estava encerrado. O lanche já tinha desaparecido, o corpo a pedir descanso e um banho. A fome, apareceu. De novo.

P.S. - Soube há pouco tempo que tinha passado a noite na esquadra. No dia seguinte, foi presente a tribunal, e o juíz libertou-o. Está a termo de identidade e residência.
Ainda não o vi, nem espero vê-lo tão cedo. Mas...cá estarei. E ele, também.

domingo, 12 de outubro de 2008

"Sexual Healing"

Ser celíaco...

E porque há blogues e blogues. Este, é especial.
Feito com pessoas especiais, para pessoas especiais. Especiais porque são celíacos, isto é, são pessoas com necessidades especiais. São intolerantes ao glúten.
Não podem consumir uma variedade de alimentos que muitas das vezes não damos a devida importância, porque na sua composição contêm glúten.
É um blog que trata de todos os assuntos sobre as necessidades dos celíacos e que informa também todos aqueles que quiserem saber um pouco mais sobre esta realidade de muitos celíacos em Portugal.
Por isso...não percam pitada sobre este novíssimo espaço na blogosfera.
Visitem. Sem espiga

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Da Ponte...

Quando olho da ponte para a frente, lembro-me de ti. Lembro-me dos beijos que trocámos cumplicemente, dos afectos tornados únicos, das bocas desejando que o tempo parasse, e que aquele momento se eternizasse para toda a vida. Lembro-me, como se fosse hoje. Lembro-me porque não tiro da frente a fotografia que tirámos juntos nesse dia. Quis o dia acabar mais cedo, a noite mais cerrada. Quis as horas serem dias, os dias em anos. A fotografia nunca a tirei. Quis tirar tudo de mim o quanto de ti havia. Mas nem tudo consegui tirar. Esta lembrança, não consigo.
Queria poder tirar, saber tirar, mas não consigo. Não sei se consigo.
O tempo é tão relativo, para uns são apenas dias, para outros nem isso…
Para mim, tu já me conheces, levo sempre muito tempo, demasiado tempo, tu sabes.
Não é fácil esquecer quem amamos, como eu te amei dessa ponte, nesse encontro…o último antes do fim…
Só cometi um erro, apenas um. Fatal.Ter-te beijado, ter gostado, e ter querido mais.
Ter caído no teu doce veneno, vivendo amarrado a ti, como uma aranha amarra uma presa. Enleado nas teias, sem se preocupar com o futuro. Mas juro, juro que não me preocupava. Vivia do amor que por ti sentia.
Sempre que olho da ponte, lembro-me desse dia. Dos teus beijos, das tuas carícias, do teu cheiro, da tua pele, dos teus cabelos, do teu sorriso…
De tudo a que a ti pertencia.
Tinha te beijado nessa mesma ponte, num final de tarde. O sol já raiava.
Beijei-te e beijei-te o quanto pude, enquanto o sol me deixou, enquanto a noite não chegava. Enquanto não partias.
Nunca mais me esqueci. Abraçaste-me tão intensamente, que ainda hoje me recordo.
Foste a única mulher, que amei em cima de uma ponte.

Dedicado a uma amiga, a quem tinha prometido uma prosa.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

À espera...

Há um quadro à espera...

Há um quadro à espera de ser pintado.
Há um quadro à espera de ser preenchido.

Há um quadro à espera de ser completado.
Há um quadro à espera de ser montado.

Há um quadro à espera de ser mexido.
Há um quadro à espera de ser vendido.

Há um quadro à espera de ser explicado.
Há um quadro à espera de ser roubado.

Há um quadro à espera de ser pretendido.
Há um quadro à espera de ser colorido.

Há um quadro à espera de ser acinzentado.
Há um quadro à espera de ser invejado.

Há um quadro à espera de ser avaliado.
Há um quadro à espera de ser apreciado.

Há um quadro à espera de ser nascido.
Há um quadro à espera de ser renascido.

Há um quadro à espera de ser vivido.
Há um quadro à espera de ser socorrido.

Há um quadro à espera de ser socorrido.
Há um quadro à espera de ser mantido.

Há um quadro à espera de ser levado.
Há um quadro à espera de ser falado.

Há um quadro à espera do seu destino.
Há um quadro à espera do seu menino.

Há um quadro à espera de ser amado.
Há um quadro à espera de ser odiado.

Há um quadro à espera de ser usado.
Há um quadro à espera de ser mendigado.

Há um quadro à espera de ser exportado.
Há um quadro à espera de ser importado.

Há um quadro à espera de ser verdade.
Há um quadro à espera de ser mentira.

Há um quadro, à espera de ser,
o que ainda não foi...

sábado, 27 de setembro de 2008

"Primeiro dos Poemas"

Palavras que invadem a cabeça,
São aquelas mais pequenas,
Com mais significado,
E ficam mesmo que não nos apeteça.

Existem algumas que soam primeiro,
E ecoam dentro de nós,
Outras que vêm baixinho,
Com o tempo já soalheiro.

Invadem a nossa alma,
Aquando tristes ou contentes,
De forma Mui Leda,
Como se fizesse parte da palma.

Sem mais signo ou significado,
A palavra começa a surgir,
E afirmo sem hesitar,
Não é Destino nem Fado.

Seja em velho ou em mocidade
Sente-se muita falta destas palavras
Refiro-me à portuguesinha:
- A palavra Saudade!

Poema escrito por Mónica Cruz

Os poemas são assim...

Vem cada uma por seu lado,
de mão em mão,
segurando a consoante,
à vogal a seguir,
e o verbo que vem depois.
Umas vêm da cabeça,
Outras vêm sem ter certeza.

A cabeça é que manda,
e a imaginação é que regula,
as cores e os cheiros,
Os gostos e os sentidos,
Os sentimentos e as tristezas,
Os sons e as incertezas,
de um pobre coração humano.

Às vezes dizem que sim,
às vezes dizem que não...

Os poemas são assim...depois vem o amor.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

"If I Had Eyes"

Dilemas...

Raptaste-me nesse dia,
Inventaste planetas Tenebrosos,
Ausentes de tudo.

Sintomas, Sintonias,
Imaginámos de tudo.
Mas ainda cá estamos,
A aprender o dia-a-dia,
O que o Feiticeiro,
dizia que sabia.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Eleven September


Para sempre...

domingo, 31 de agosto de 2008

Mensagem...

Maldito passado repassado...
cheio de esperanças e ilusões
que agora fazem parte da couraça,
aquela leve e fina película
que achamos defender-nos de tudo!

E digo a mim mesma coisas...
coisas que supostamene enduressem essa couraça
essa triste couraça que afinal não existe
porque a dor mói e destrói
e porque o que sentimos é tao real e tao vivo!
aiii quem me dera arrancar tudo cá de dentro...

Mais vale permanecer na ignorância
e não ver a areia que nos atiram prós olhos,
nem os pregos que nos vão trespassando o coração!
quem me dera apagar tudo com uma borracha
e deixar de criar estas expectativas todas,
de sonhar todos estes sonhos,
para assim a desilusão ser menor...


Poema gentilmente cedido em exclusivo pela
Susaninha

sábado, 30 de agosto de 2008

Tarde em Itapuã....



Esta, dedico-a ao meu pai.

domingo, 24 de agosto de 2008

Acreditar...

Pintas numa guitarra
uma história qualquer.
Sem jeito, nem desejo de querer.
Falas de um final que tinha sido feliz.
Na verdade, não se mataram por um triz.

Diziam que no Amor estava a eterna felicidade.
Ao virar dum momento, eterna, só a fatalidade que os esperava.

De músicas e poemas, de canções e poetas,
De escritores sem corações,
de corações sem nós, nem cordões para os amarrar
As histórias correm sempre iguais.

Iguais a si mesmas,
sem nada.

Mas já dizia o outro,
sem ser poeta nem cantor,
Escritor ou pensador, dizia,
Que do nada, tudo se transforma, nada se perde...por muito tempo.

"Carry You Home"

sábado, 16 de agosto de 2008

Enganos...

Desafios tornados verdade,
Verdades mentidas,
Mantidas, com juras de verdade eternas.
Mendigas palavras,
Sortes trocadas,
Verdades vendidas.

Enganos mantidos,
na verdade da mentira.

Amor de Verão...

Dizem lá do alto da montanha,
Que um amor como o nosso,
Só existe uma vez.

Queria acreditar que sim.
Queria saber que era assim.
Mas de tudo o que falaram,
nada foi como diziam.
Tu, já nem para mim olhavas.
E eu, já nem em ti reparava.

Dos beijos trocados,
das palavras trocadas em desejos.
Das mãos entrelaçadas,
Às mentiras contadas,
A enganos, de olhos bem abertos.

Havia sintonia,
Houve momentos de alegria,
Durante algum tempo,
Durante alguns dias.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Lembras-te...?

Lembras-te do dia em que nos vimos?
Da primeira vez em que nos cruzámos?
De no teu olhar, encontrar uma resposta sem perguntar o que fosse.
Lembraste das conversas misturadas com risos trocados,
De horas sem fim,
De mensagens,
telefonemas,
De dúvidas marcadas,
De amores esvaidos, em dor e saudade.

Tu sabes e conheces-me.
Eu conheço-te como ninguém te conhece.
Não preciso de te ter, eu sei...
O que sentes,
Antes de saberes que sei,
O que sei que tu sabes que sei.
Tudo. O que é teu,
o teu mais infimo segredo, é meu.
Pertence-me,
guardado nas profundezas do coração.
Nos labirintos da memória,
escondidos no meio do tudo,
Fingindo serem nada.

Tu sabes bem quem sou,
sabes bem o que sou.
Eu sei o que és,
Sei bem quem és.

Para ti, Rita.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Refúgio...

Se o meu último refúgio foi no teu peito,
Nos teus beijos, no calor das tuas palavras,
No carinho e no amor que por mim nutrias
De palavras ardentes
No nú corpo quente, jaziam.

Cinzas, cinzas de paixão,
Cinzas de ilusão,
Cinzas de amor
Cinzas de rancor
De dor…
De saber que és mulher, e mais do que isso,
De seres,
Muito mais do que isso.

Nesse teu corpo delgado,
Nascido do berço da Lua,
Filha, dum sorriso do Sol
Olhas com indeferença
Quem por ti passa e te admira.

Cada poro do teu corpo, transformado em desejo
Veneno. Doce bebereijo.
Oh doce glória,
Oh amor sem história.
Fui rei, fui mendigo, pedinte sem hora
Do amor que jaz agora.

Vem, traz-me amor sem glória.
Profana vontade
Morre,
Moribunda no coração destroçado.
Vive,
Em memórias da juventude.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

(Que nome lhe dou?)

Quebro na música do corpo
Sons que o silêncio não traz
Músicas que não sei ouvir
Derramo lágrimas que não sei bem porquê
Nem sei bem porque as choro.
Disse muitas vezes que esta noite seria a última.
Amanhã, talvez…

Trago-te nas músicas
Num talvez
Num amanhã que foi hoje
Num hoje que foi ontem
Lembranças de beijos falados
De conversas em letras de Amor
De perfumes em artigos usados.

Deixo-me ir no balanço da música
Que a Morte na porta por mim espera.
O Amor nem sempre espreita,
Deixa um aviso.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

...Ti

Oiço os conselhos da noite,
Falamos de ti.
Paro para pensar em ti.
Deixo-me ir para outras paragens.
Recordo-me do que já passei.
Sinto que sim,
Digo que não.
Não quero mais falar de ti.
Quero partir para longe
Ter mil recordações sem ti,
E nenhuma sem valor
Das que tenho de ti.
Deixa-me partir
para longe de ti.

No princípio...

Sabes que sim,
sabes que quando falo,
Oiço o que as palavras me dizem.
Escuto aquilo que me ensinam.
Aprendo a saber o que me têm para dizer.
Os sons que tenho a imitar,
As palavras que os lábios saberão dedilhar.
Juntando sons, poemas, e palavras
Para saber aprender a cantar.

domingo, 22 de junho de 2008

No teu peito...


foto: Bepa

Do teu peito, encontro alimento
No teu peito, encontro fantasias
Encontro firmeza e homogenia
Cor, textura, noites de magia.

Do teu nome, não me lembro…
Tenho uma ideia da cor dos teus cabelos,
A cor da tua pele, o sabor do perfume do teu corpo.
Sei ainda, fechando os olhos, os contornos da tua boca.

Mas do teu nome não me lembro.
Lembro-me do que me dizias,
das promessas que me fazias.
Como à noite me enganavas,
Como o Sol engana a Lua.

Mas do teu nome, não me lembro...
Lembro-me,
Da noite em que fiz do teu peito, um poema.
Lembro-me,
Da tua mão na minha…
Da minha na tua...

Mas do teu nome não me lembro...
Do teu nome, não me lembro...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Rasga-me...



Rasga-me,
Vem, ilude-me com os teus beijos,
Faz-me sonhar que só tu me podes amar
Como eu te amo a ti.
Faz amor, faz sexo,
faz do teu, do meu, o nosso corpo.
Tira-me o pedaço de vergonha,
Morde-me sem teres medo de me perder, estou aqui, porque sou teu.
Rasga-me nas loucuras do teu prazer,
Nas loucuras que não fizeste e pensaste que nunca farias,
mas fizeste.
Arde por dentro,
Ri por fora.
Faz um sorriso maroto,
engana-me, ilude-me,
trás-me a vontade de te ter, toda.
Deixa-me água na boca, quando te vir ao fundo da rua,
ao fundo de um bar, ou da porta da tua casa.
Faz-me sonhar por uns instantes que tu és minha,
E que eu, sou ingénuamente, eternamente, teu,
nem que seja por alguns arfos de prazer...
Nesse dia, foste minha.
Eu, fui só mais um que por ti passaria.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Terra moribunda...

De sapatos rasgados,
Cabelos desalinhados,
O andar descontraído,
Olhos postos no céu,
À procura de alguma coisa já perdida.

Mãos longas e finas.
Gastas do mesmo trabalho.
Não se cansam, nunca do que fazem.
Foi o tempo que as treinou,
Foi a experiência que as mimou.

O sol, o frio, e o calor abrasador,
Moldam as mãos alentejanas.

É pão, vinho, e chouriço,
Alimento dos velhos meninos,
Da cevada e do trigo.
Homens dos tempos antigos.

Por entre terras e planícies,
A terra moribunda,
Pergunta
Se o velho do Restelo,
Ainda lá continua...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Vibrações...

Vibra, vibra quando te toco
Vibra quando te chamar,
Vibra quando te digo...

Vibra o corpo, a pele, e a boca.
Vibra,
Quando sentires os meus braços nos teus.
Vibra,
Quando sentires a minha pele beijar a tua.
Vibra,
Quando a minha boca tocar na tua.

Vibra, quando estiveres a pensar em mim.
Vibra, enquanto te estiver a escutar.
Vibra, quando te chatear.
Vibra, quando te irritar,
Vibra, quando te aborrecer.

Vibra,
enquanto sentires.
Sente,
enquanto vibrares...
Vive,
enquanto souberes amar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sou...

...o ar que trilha os teus caminhos,
Os pés que guiam o teu coração.
Sou a esperança sem ter medo,
Do medo que tens em caminhar.
A viagem que ainda não percorreste,
O fim do caminho que não alcançaste
Sou quem tu sonharás, mas nunca me verás.

Sou brisa que toca no peito,
A palavra que te ilumina,
A mão que te afaga o cabelo,
O beijo que te abraça o corpo.

sábado, 31 de maio de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Cheiros...

...de Verão, Inverno, Outono e Primavera.
Cheiros intensos e coloridos,
Outros, mais frios e desenchabidos.
Uns mais atrevidos, dias sim, dias não,
Vem chuva.
Árvores sem pele, nem fruta.
Ruas, cobertas em lençóis de folhas moribundas.
Dias solarengos, tardes norteadas, noites desertas.

Cheiros de Verão, Outono, Inverno e Primavera.
Cheiros assim, nada iguais.
Estranhos, outros tais
Em ternos abraços volvidos,
Uns dias sim, uns dias não...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Desafio aceite...

O desafio foi feito pela minha querida e grande, grande amiga Susaninha, e como prometi, aceitei o desafio, e desafiei-me a mim próprio, a gastar algum do meu tempo, e alguma massa cinzenta, da pouca que me resta, para responder ao questionário proposto. (Minha querida Susana, é com prazer que respondo e não, não é perda de tempo. Estava só a brincar.) Vamos lá então...

Porque é que tens um blog?

Olha, tenho um blog porque era uma necessidade que tinha em divulgar os meus pensamentos, uma forma de mostrar um outro "Miguel" desconhecido pela maior parte das pessoas e manter assim uma quase "dupla identidade". Tive outros blogs, mas entretanto ou fecharam porque a necessidade de escrever algo mais pessoal, como este, era o que mais me interessava, e era essa a razão porque as pessoas iam ler os blogs, e queria descolar também a imagem de uma pessoa demasiado séria, e mostrar a imagem daquilo que sou na realidade. Alguém com sentimentos, que ri, que chora, que tem as suas fraquezas, os seus momentos de felicidade, que tem desgostos amorosos, mas que tem sempre, felizmente sempre, pessoas com quem partilhar todos estes momentos através da poesia.

Porque segues o blog que te lançou o desafio?

Sigo, por duas simples razões:
A 1ª porque é de uma pessoa, de uma mulher, por quem nutro uma grande amizade, e um carinho muito grande.
E depois, porque o blog tem sempre coisas tão bem escritas, tão bem estruturadas, tão bem pensadas, que é irresistivel, negar o quer que seja. (Nem tudo, mas vá...)

A sério, sigo por duas palavras que definem o blog e a pessoa ao mesmo tempo:
Honestidade de sentimentos e transpira de Intelectualidade Introspectiva. (Isto existe? Se não existir...passa a existir!)

Passar este desafio a outros bloguistas...

Desafio, todos os que ficam cá pelo menos 2 a 3 segundos, e aqueles que ficam a olhar para as mamocas das senhoras que ponho no blog(são fotografias artisticas, oh seu bando de depravados!), e a todos aqueles que vêm espreitar o que cá se vai escrevendo, umas vezes melhor, outras vezes, assim-assim.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fugir...

Quero fugir de ti,
nos meus pensamentos,
Libertar-me das tuas amarras.
Aprisionado a um amor
que não é meu,
Que nunca foi meu.

Fui, sempre teu.
Tu, nunca foste minha.
Foste sempre de outro alguém,
que não eu.

Fujo de ti,
de mim.
De tudo o que me lembra de ti.
Desde a tua boca,
Aos teus beijos,
Da tua respiração,
Aos centímetros do teu corpo,
na memória dos meus olhos.

Quero fugir do sonho,
Acordar na realidade.
Fugir de ti,
Sair de ti,
Abrir os olhos,
E saber um dia,
Acordar em mim.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vidas...


foto: Pascal Renoux

Abre-se uma porta
Num caminho sem fim,
Uma janela aberta,
Abraçada a um raio de sol.

Fecha-se a boca,
Os olhos e o coração.
Fecham-se os pensamentos.
Abre-se a mão, a tudo, de tudo
Por uma nova página.

Abre-se novamente uma porta,
Uma nova história,
uma nova página.

Pensamentos,
e o coração.

Abre-se um novo caminho,
Para uma nova janela
E abraçar,
um raio de sol.

domingo, 11 de maio de 2008

Amanhã...

Não tenho vontade
nem tempo
Nem paciência

Não tenho nada para escrever
De momento
Aqui.

As Horas, passam a dias
Os dias, passam a semanas,
As semanas, em dúvidas retóricas.

Tudo vai continuar igual a si mesmo.
O sol brilhando, a lua espreitando...

Os dias iguais a si mesmos.

Amanhã,
é mais um dia.

quarta-feira, 7 de maio de 2008